quinta-feira, 18 de outubro de 2018

18 de outubro é comemorado o Dia do Médico

No dia 18 de outubro é celebrado o Dia do Médico, que é o profissional responsável por investigar as causas das doenças e cuidar da saúde das pessoas. A data surgiu como homenagem à São Lucas, ele que também exercia a profissão e é considerado o santo padroeiro dos pintores, artistas e médicos. O médico faz um verdadeiro levantamento sobre a saúde de cada indivíduo que o procura, com a realização de exames para diagnosticar, receitar medicamentos, combater e curar as enfermidades. Ele também participa de programas de prevenção da saúde coletiva e pode atender em hospitais, postos de saúde e na maioria das vezes em clínicas próprias.

Medicina é um dos cursos mais exigentes, já que demanda tempo integral do estudante e tem duração mínima de seis anos. Para aqueles que querem se especializar, são necessários mais dois anos de estudo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), existem cerca de 53 especialidades médicas em que é possível atuar. Cardiologia, cirurgia plástica, clínica médica, ginecologia, pediatria, dermatologia e oftalmologia são algumas das mais procuradas e com o maior número de profissionais formados. Além disso, o profissional dessa área deve estar atento às novidades do setor e se atualizar com frequência.

Muito mais do que ter uma formação de qualidade, o bom médico precisa saber lidar com seus pacientes, que, pela situação em que se encontram, estão fragilizados e carentes. Cada detalhe da relação do profissional de saúde com eles é de extrema importância para a recuperação. Portanto, não só os médicos, mas gestores e equipes de enfermagem também devem estar preparados para cada vez mais tornar os processos de atendimento mais humanos.

Mesmo com todos os desafios da profissão, os médicos ainda têm que lidar com os problemas de falta de estrutura e de recursos que acometem muitos hospitais do país. Diante de tantas responsabilidades, nada mais justo do que ter um dia para homenagear e reconhecer a importância desse profissional para a sociedade. Feliz Dia do Médico!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

OUTUBRO ROSA 2018 - PREVENÇÃO E AUTOEXAME DO CÂNCER DE MAMA


O mês de Outubro é conhecido mundialmente como “Outubro Rosa” e tem por objetivo reforçar trabalho de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, correspondendo a 28% dos casos novos a cada ano.
A campanha do Outubro Rosa foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde no início dos anos 90 com o intuito de compartilhar informações sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Recentemente, o câncer de colo de útero também foi incluído nessa campanha devido ao aumento significativo do número de casos no decorrer dos anos.
O símbolo desta campanha é um laço rosa, cor que simboliza a mulher. É por este motivo que durante o mês de Outubro nos deparamos com fachadas de empresas e locais públicos iluminados ou pintados dessa cor.

DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA

diagnóstico precoce é fundamental no tratamento contra qualquer tipo de câncer. No câncer de mama, especificamente, a realização anual da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

PREVENÇÃO E AUTOEXAME

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas. Porém, o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biópsia, os quais podem definir o tipo de câncer e a sua localização.
Por isso, além do autoexame, é necessário manter uma rotina de consultas periódicas com o ginecologista para ajudar na prevenção contra o câncer não só de mama, mas também o de colo de útero.
A prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, como por exemplo: alimentação, controle do peso e atividades físicas que ajudam a reduzir em até 28% o risco do desenvolvimento de câncer de mama. Além disso, recomenda-se evitar o consumo de álcool e tabaco.

AMAMENTAÇÃO

A amamentação beneficia não só a saúde do bebê, mas também a da mãe, principalmente na prevenção contra o câncer de mama. Segundo estudo realizado em 2002 com mulheres de 30 nacionalidades diferentes, o risco de contrair câncer de mama diminuiu 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.

OS PRINCIPAIS SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA

outubro rosa 2018
câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Existem vários tipos de câncer de mama, alguns se desenvolvem mais rapidamente e outros não.
Dentre os sintomas deste tipo de câncer, destacam-se:
  • Caroço (nódulo), geralmente indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do seio ou saída de líquido em um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região abaixo dos braços (axilas).
Os homens também podem desenvolver câncer de mama, porém a porcentagem de casos é baixa, estimada em cerca de 1% comparado às mulheres.

TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

Confirmado o diagnóstico de câncer de mama, inicia-se o tratamento de retirada parcial ou total da mama, acompanhada de tratamentos quimioterápicos como a própria quimioterapia e radioterapia no local de onde foram retirados os nódulos.
Este procedimento faz com que possíveis células danificadas que restaram no organismo sejam destruídas com a ação dos remédios aplicados, com o intuito de não ocorrer um processo chamado metástase, que é quando as células cancerígenas se multiplicam e se espalham pelos demais órgãos do corpo.
Embora seja o único tratamento capaz de destruir o câncer atualmente, a quimioterapia provoca muitos efeitos colaterais, dos quais o mais evidente é a perda de pêlos e cabelos, algo que mexe muito com a vaidade e autoestima das mulheres.
E é justamente por este motivo que campanhas como o Outubro Rosa foram criadas, pois além de conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce através do autoexame, também promovem uma maior interação e oferecem alternativas para a questão psicológica tanto das pacientes quanto dos familiares e amigos.
Ver os cabelos caindo aos montes, mexe com o psicológico de qualquer pessoa, até mesmo de quem não tem a doença. Imagine só a dor e sofrimento de quem sabe que isso está ocorrendo devido ao tratamento contra o câncer? Ainda bem que campanhas como essas são criadas, pois muitas mulheres que passaram ou estão passando por este problema podem compartilhar suas experiências e fortalecer umas às outras.
Até mesmo as pessoas que convivem com as mulheres que sofrem com o câncer aprendem mais sobre essa doença tão cruel e se preparam para dar todo apoio e suporte que elas tanto necessitam.

DICAS DURANTE O TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

É verdade que nem todo mundo tem estrutura psicológica e emocional para lidar com a doença, por isso mesmo é importante conhecer histórias de pessoas que venceram o câncer com garra e elevada autoestima.
Se a pessoa sofre com a aparência devido à queda de cabelos, por exemplo, aqui vão algumas dicas:
  • Use e abuse de lenços e chapéus que também protegem a pele do Sol
  • Faça uma maquiagem leve para disfarçar as sobrancelhas falhadas ou a falta delas
  • Enquanto se sentir disposta, faça uma caminhada e exercícios leves, pois atividades físicas liberam endorfina e melhoram o humor
  • Pigmentações e tatuagens nos mamilos reconstruídos são uma opção para quem quer disfarçar a ausência ou deformação nos seios
  • Permita-se redescobrir a vida após o câncer… Os cabelos vão crescer e o tratamento vai acabar
 

OUTRAS DICAS IMPORTANTES!

SUS oferece assistência gratuita para prevenção e tratamento contra o câncer de mama. Além disso, iniciativas como as Amigas do Peito, utilizam o afeto como estratégia de superação em um grupo de pacientes com câncer de um Hospital Federal.
Uma última informação importante é sobre o benefício do saque do FGTS e do PIS/Pasep, auxílio-doença, acompanhante e isenção do Imposto de Renda como medidas de apoio às mulheres com câncer de mama. No site do Ministério do Trabalho tem todas as informações para esses casos. Informe-se!
Por isso, é sempre bom estar informado e correr atrás dos recursos e benefícios que surgem a cada ano para tornar a vida das pessoas, principalmente mulheres com câncer de mama, menos sofrida e mais fortalecida. Vamos nos unir nessa batalha e compartilhar cada vez mais informações importantes como esta.
Faça parte desta campanha!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018


Pacientes No Controle no Outubro Rosa

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 Câncer de mama é inimigo ardiloso, mas não imbatível, diz médica Maira Caleffi, chefe do Serviço Médico de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas". A frase está em um dos maiores tratados de estratégia de todos os tempos, "A arte da guerra", de Sun Tzu, general chinês e filósofo nascido em 544 a.C. É uma lição de disciplina, de valorização do conhecimento, que pode ser aplicada em diversos momentos de superação em nossas vidas.  
O câncer de mama cria essa sensação de guerra entre a pessoa e a doença. Para combatê-lo, portanto, é preciso compreendê-lo e desafiá-lo. Neste Outubro Rosa, a nossa luta é pelo empoderamento dos pacientes. Durante todo o mês _ através da campanha #PacientesNoControle _ incentivaremos a busca de mais informações sobre o tratamento com os médicos, além da participação ativa nas decisões e exigência dos direitos. O enfrentamento é o primeiro passo rumo à recuperação.

Quando o paciente assume as rédeas do seu processo de recuperação e obtém o devido suporte, ele aumenta significativamente suas chances

Engajar pacientes é um desafio de toda a área da saúde. Com tristeza, verificamos que muita gente se apequena perante a doença, com muitas barreiras para entender ou assumir o protagonismo _ mesmo quando existem boas chances de cura e condições adequadas de tratamento. O câncer de mama é também uma guerra psicológica, travada com seus próprios sentimentos e expectativas. O que queremos incentivar é que não há motivação maior do que o domínio de suas possibilidades.
O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de câncer de mama no Brasil. São 90 casos para cada 100 mil habitantes. Milhares de gaúchas (e algumas dezenas de gaúchos) neste exato momento enfrentam as incertezas da doença e seu tratamento. Podemos _ amigos, familiares e profissionais da saúde _ auxiliá-los a tomar o controle, com empatia e sensibilidade. Mesmo quem está de fora, mas se sensibiliza com a causa, pode ajudar, atuando como voluntário em grupos de apoio de instituições como o Imama (Instituto da Mama do RS).
Quando o paciente assume as rédeas do seu processo de recuperação e obtém o devido suporte, ele aumenta significativamente suas chances. O câncer de mama é um inimigo ardiloso, mas está longe de ser imbatível. #PacientesNoControle são guerreiras e guerreiros que conhecem suas chances e vão em frente, com amor à vida e sem medo de enfrentar cada batalha.



A Importância da nutrição e de hábitos alimentares saudáveis para pacientes com câncer.

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Nutrição é o processo que consiste na absorção e utilização dos nutrientes dos alimentos ingeridos para a realização das funções vitais do organismo. Uma boa nutrição é fundamental para uma boa saúde. 


Comer determinados tipos de alimentos antes, durante e depois do tratamento do câncer, ajuda a fortalecer o organismo, fazendo com que o paciente se sinta melhor e mais disposto. Uma dieta saudável significa comer e beber alimentos que contenham nutrientes importantes que o corpo precisa, para seu funcionamento, como vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, gorduras e água.


Uma boa alimentação pode ajudar não só à manutenção de um corpo saudável, como também pode minimizar os efeitos colaterais durante e após o tratamento. 


Se você não souber como manter uma dieta equilibrada, talvez uma boa idéia seja procurar um profissional para orientá-lo. O nutricionista faz parte da equipe multidisciplinar que atua no tratamento do paciente com câncer. 


O câncer e seus tratamentos podem provocar efeitos colaterais que afetam a nutrição


Os sintomas da doença junto com os efeitos colaterais dos tratamentos, acabam dificultando a realização de uma dieta saudável. Quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia e o transplante de medula óssea são terapias frequentemente utilizadas no tratamento do câncer e que afetam a nutrição dos pacientes.


Quando a cabeça e o pescoço e órgãos como esôfago, estômago, intestino, pâncreas ou fígado são afetados pela doença e pelos os efeitos colaterais do tratamento do câncer, acaba se tornando difícil a absorção de nutrientes suficientes para a preservação das funções do organismo do paciente.


O câncer e seus tratamentos podem provocar desnutrição


O câncer e seus tratamentos podem afetar o paladar, o olfato, o apetite e a capacidade do paciente de se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos. Isso pode, consequentemente,  causar desnutrição, que é provocada pela falta dos nutrientes essenciais.


A desnutrição pode fazer com que o paciente se sinta fraco, cansado e se torne incapaz de combater as infecções e, em alguns casos, de realizar e concluir o tratamento do câncer. Sabe-se que a desnutrição pode contribuir com a progessão da doença.


Anorexia e caquexia: causas comuns da desnutrição em pacientes com câncer


Anorexia é a perda de apetite ou da vontadede comer, é um distúrbio alimentar que provoca a perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. A anorexia é sintoma comum em pacientes com câncer, podendo se manifestar já no início da doença, ou conforme a doença avança e se dissemina. É a causa mais comum de desnutrição em pacientes com câncer.


Caquexia se caracteriza pela perda de peso do paciente, além da perda de massa corpórea e tecido adiposo, normalmente relacionada a doenças crônicas, como o câncer. Na caquexia a massa corporal não pode ser reposta com alimentação. No entanto, alguns pacientes até conseguem se alimentar corretamente, mas não conseguem armazenar gordura nem manter massa muscular devido à doença.


Alguns tipos de câncer mudam a maneira como o corpo absorve determinados nutrientes. Tumores na região do estômago, intestino, cabeça e pescoço podem afetar a absorção de proteínas, carboidratos e gorduras pelo organismo. Um paciente pode estar se alimentando bem, porém o corpo não consegue absorver corretamente os nutrientes necessários dos alimentos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SETEMBRO AMARELO -

Campanha Setembro Amarelo para a prevenção do suicídio

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM realiza a Campanha Setembro Amarelo, em prol da prevenção do suicídio.
A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, o que corresponde ao tempo aproximado de leitura deste texto, e, em relação às tentativas é ainda mais assustador: a cada três segundos.
Todos os anos, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e um milhão em todo o mundo. Quase 100% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
O Coordenador Nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, fala sobre a importância da prevenção: “Precisamos ajudar a população com prevenção, informar que tratar todas as doenças mentais, principalmente as que possuem aumento no risco de suicídio. O suicídio é uma emergência médica e por isso, é fundamental o papel de todos nós nessa campanha, com ações efetivas de orientação sobre o risco e também na emergência do suicídio”.
Não podemos esquecer que o suicídio é uma emergência médica e informar corretamente às pessoas ajuda a preveni-lo. Durante todo o próximo mês, trabalharemos com o foco na campanha Setembro Amarelo e pedimos o seu apoio para nos ajudar nessa grande iniciativa. Teremos ações e fontes especializadas em todo o Brasil para contribuir com dados a respeito do tema.
Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP Conselho Federal de Medicina – CFM

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Leucemia, tipos e tratamento

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, órgão responsável pela produção das células do sangue. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.
Ela pode ser do tipo mieloide e linfoide, de acordo com a célula envolvida. Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida.
As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa.
Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afetam as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.
Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
• Leucemia Mieloide Aguda (LMA);
• Leucemia Mieloide Crônica (LMC);
• Leucemia Linfoide Aguda (LLA);
• Leucemia Linfoide Crônica (LLC);

As leucemias se desenvolvem a partir uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes ou que desativam os genes supressores de tumor. Em ambos os casos há multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).
Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. O fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai ter a doença.
Os fatores de risco são:
Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
Exposição à radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, Síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
Algumas doenças do sangue como Mielodisplasia e Neoplasias Mieloproliferativas.

Prevenção

A única prevenção possível para leucemia é evitar os fatores de risco conhecidos.

Sinais e Sintomas

Os sintomas das leucemias agudas estão relacionados à diminuição na produção de células normais da medula óssea. Com a queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias), o paciente pode apresentar anemia que, por sua vez, causa palidez, cansaço fácil e sonolência.
Já a diminuição na produção de plaquetas pode ocasionar manchas roxas em locais não relacionados a traumas, pequenos pontos vermelhos sob a pele (chamados de petéquias) ou sangramentos prolongados após pequenos ferimentos.
O paciente que tem sua imunidade reduzida (queda na produção de glóbulos brancos) fica mais susceptível a infecções e pode apresentar febre.
Outros sintomas encontrados são: dores ósseas, causando dificuldade de andar; dores de cabeça e vômitos; aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), aumento do baço (esplenomegalia) ou do fígado (hepatomegalia).
As leucemias crônicas são menos sintomáticas e frequentemente são descobertas em exames realizados para outros fins (exames de rotina, pré-operatório, etc). Quando em estágios avançados, apresentam os mesmos sintomas descritos para as leucemias agudas.
Um sintoma frequente é o emagrecimento. Também se pode observar aumento dos linfonodos, do fígado ou do baço, sendo esse último um achado muito comum da LMC, com consequente desconforto no lado esquerdo do abdome e empachamento. Na LLC, quadros de infecções recorrentes de pele, pulmões, rins e em outros órgãos podem ser vistos, pois há queda na defesa natural do organismo.

Diagnóstico

A leucemia é suspeitada quando há alterações no hemograma.
Para confirmação, é necessária coleta de medula óssea para exames: mielograma, biópsia, imunofenotipagem, cariótipo.
De acordo com a suspeita diagnóstica, podem ser necessários mais estudos para subclassificação e estratificação de risco, como exames de biologia molecular.

Tratamento

O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC, por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.
A grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vários esquemas podem ser utilizados, desde os que envolvem apenas um tipo de droga até os que contam com dez ou mais quimioterápicos em combinação.
A escolha do protocolo a ser usado depende do diagnóstico, da idade e da estratificação de risco de cada paciente. A aplicação pode ser oral, venosa, intramuscular ou subcutânea.
Alguns portadores de leucemia aguda precisarão, ainda, de quimioterapia intratecal, que é feita através de punção lombar e serve para tratar um possível acometimento do sistema nervoso pela doença.
A LMC em fase crônica é tratada com quimioterapia-alvo, um tratamento que age especificamente nas células leucêmicas. Esse tipo de leucemia possui uma característica única, que é a presença de uma alteração genética específica, o cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre dois cromossomos, o 9 e o 22.
Essa alteração gera um gene chamado bcr-abl e uma proteína do tipo tirosino-quinase, que é o alvo desses quimioterápicos. São de uso oral (comprimidos) e seu desenvolvimento teve enorme impacto na qualidade de vida e sobrevida dos portadores de LMC.
O tratamento cirúrgico não é uma opção para os casos de leucemia.
A Radioterapia é utilizada ocasionalmente, em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, a radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea.
A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante.
A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogênico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Agosto verde claro: mês do combate ao linfoma

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A campanha do mês de agosto para a luta contra o linfoma remete à cor do laço verde-claro. O linfoma é o termo usado para designar vários tipos de câncer com origem nos linfonodos, que são os gânglios do sistema linfático. Os gânglios linfáticos estão espalhados por todo o corpo, e possuem a importante função na defesa do organismo contra infecções. Os linfomas podem ser divididos em não-Hodgkin e de Hodgkin. A distinção entre eles é feita através de biópsia.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, estimam-se 5.370 novos casos de linfoma não-Hodgkin para o sexo masculino e 4.810 para o sexo feminino, a cada ano do biênio 2018/2019. Para ambos os sexos, é a 11ª neoplasia mais frequente entre todos os cânceres, que correspondem a um risco estimado de 5,19 casos novos a cada 100 mil homens, e 4,55 para cada 100 mil mulheres.
Segundo o hematologista do hospital Felício Rocho, Guilherme Muzzi, esta doença pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum entre 50 e 65 anos, para o linfoma não-Hodgkin. Já no linfoma de Hodgkin, existem 2 picos de incidência maior, sendo o primeiro de 20 a 30 anos e o segundo entre 50 e 60 anos.
A perda de peso e do apetite, sudorese noturna, aumento dos gânglios linfáticos, fadiga, fraqueza são alguns dos sintomas mais comuns da doença. O aumento dos gânglios linfáticos (íngua) pode ser facilmente observado pelas pessoas, pois se localizam frequentemente no pescoço, axilas, clavícula ou virilha. Entretanto, na maior parte das vezes essa alteração está mais relacionada a infecções do que com o linfoma, propriamente dito.
Além de exames periódicos e acompanhamento médico, é importante que todas as pessoas mantenham hábitos de vida saudáveis, para diminuir ao máximo a chance de chegar a desenvolver um câncer.
O médico Guilherme Muzzi ressalta que a prevenção do câncer é fundamental, não apenas para diminuir os riscos de uma pessoa chegar a desenvolvê-lo, mas também para que a doença possa ser diagnosticada em fase precoce, aumentando as chances de cura e sobrevida do paciente.