segunda-feira, 2 de julho de 2018

Sociedade lança Julho Verde, pela prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço

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O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer.
Em apoio à campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta, a SBCCP e seus institutos parceiros chamam a atenção de toda a população para a importância dessa prevenção e a urgência de implementação de políticas públicas por parte das autoridades de saúde.
A infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído, nos últimos anos, com o aumento na incidência desta doença, segundo a SBCCP. “A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas
de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Fernando Walder, presidente da SBCCP.

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.
“O número parece pequeno, mas em um contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Leandro Luongo de Matos, membro da SBCCP.
Em prol dessa ação, a proposta é utilizar a cor verde e a hashtag #julhoverde para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas.

Alerta
O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.
Outro alvo também atinge fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas. Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (menores que 45 anos), sem a exposição a estes fatores, com tumores originados pelo HPV.
Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Saiba quando suspeitar do câncer de endométrio

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Ainda que silencioso, o câncer de endométrio dá sinais que podem ser identificados? Ele ocorre em 95% dos casos de cânceres de útero e, em geral, atinge mulheres acima de 55 anos. Sangramento vaginal, dor pélvica e dor na relação sexual são alguns dos sintomas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 6 mil casos da doença para 2018 no Brasil.
O desenvolvimento do câncer de endométrio causa, em 90% das pacientes, sangramento vaginal. Michelle Samora, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, de São Paulo, alerta que o mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais e entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado.
Entre os fatores de risco para o câncer de endométrio destacam-se: a menopausa tardia, a primeira menstruação precoce, nunca ter tido filhos, uso de reposição hormonal, obesidade, diabetes e síndrome do ovário policístico.
É importante prestar atenção aos sinais do corpo e procurar ajuda médica, em qualquer idade, no caso do aparecimento dos seguintes sintomas:
Sangramento vaginal: é o principal sintoma de câncer de endométrio. Na pós-menopausa pode ter outras causas, como atrofia (afilamento) do endométrio ou uso de reposição hormonal. Entre 50 e 59 anos, 9% das pacientes com sangramento vaginal são diagnosticadas com câncer de endométrio. Acima dos 80 anos, o sangramento vaginal é causado pelo câncer de endométrio em 60% das pacientes. Qualquer sangramento vaginal, em qualquer idade, deve ser um sinal de alerta e necessita de avaliação médica. Segundo Michelle, a chance de se tratar de câncer de endométrio aumenta com o avançar da idade.
Dispareunia (dor durante a relação sexual): a doença também provoca incômodos durante as relaçõessexuais, o que causa desconforto físico e retração do desejo sexual. Este sintoma pode estar presente em fases avançadas da doença.
Dor pélvica: as cólicas também podem ser um sintoma, que pode estar presente em fases avançadas da doença. Nenhuma dor deve ser ignorada.
A oncologista enfatiza que essa é uma doença com até 80% de chance de cura, dependendo do caso. As opções de tratamento do câncer de endométrio dependem do tipo e estágio da doença. A maioria das mulheres é diagnosticada em fases iniciais, com 85% das pacientes diagnosticadas em estágio 1 ou 2. O tratamento nessa fase da doença, geralmente envolve a retirada cirúrgica do útero, ovário e tuba uterina.
Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva, por videolaparoscopia ou robótica, é segura e com excelentes resultados oncológicos. “O mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais, entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado e que o acompanhamento ao ginecologista, mesmo depois da menopausa, deve ser regular”, enfatiza a especialista.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

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Superação a cada dia



Para quem vê de longe, a batalha contra o câncer parece assustadora – e é. O que a maioria das pessoas não sabe é que, mesmo depois que alguém vence a doença, os desafios continuam, por vários motivos. Efeitos colaterais de medicamentos que precisam ser tomados durante anos, insegurança e medo de que a doença volte, fadiga crônica em determinados horários do dia, impacto econômico causado pelo tratamento – que pode ser devastador para o equilíbrio financeiro –, sequelas emocionais causadas pelo abandono do companheiro, da família e dos amigos, já que nem todos têm a sorte de contar com amor incondicional nesse momento tão delicado.
Entre 2014 e 2015, nada menos do que 576 mil brasileiros ouviram do seu médico a frase fatídica: “Você está com câncer”, aponta a Estimativa 2014 — Incidência de Câncer no Brasil, produzida pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Mas o diagnóstico é apenas o começo de uma árdua batalha, que, segundo quem já passou pela experiência, não termina nunca. A estimativa do Inca é que em 2016 o Brasil deverá registrar outros 596 mil casos de câncer, 295,2 mil entre homens e 300,8 mil entre mulheres.

“Minha vida mudou”, “sinto-me mais insegura”, “infelizmente, muitos amigos e familiares se afastaram”, “não sou mais a mesma”, “não posso falar da doença que sinto uma coisa ruim e me dá vontade de chorar”, “por causa da medicação de controle sinto dor, tenho hemorragias”, “tenho medo de a doença voltar”, “pela manhã estou ótimo, mas à tarde sinto muita fadiga”, “fisicamente, sou outra pessoa”, “às vezes, preciso pegar no tranco”, “a faxina que eu dava em um dia, hoje leva três dias”, “perdi tudo o que tinha”... são frases comuns de se ouvir de quem passou pela turbulência causada pela descoberta e tratamento de um tumor maligno.

CURA 
Para atenuar essa dor, o único remédio é o amor. o amor e o carinho são fundamentais durante o tratamento. O amor é cumplicidade, doação e entrega. É admiração e sentir vontade de estar por inteiro com o outro. Quando existe amor de fato, a fé permanece e se estabelece a superação.

Fé acima de tudo Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, pessoas que passaram por um câncer e venceram a doença são chamadas pelos médicos de “sobreviventes”, por, na maioria das vezes, carregarem tanto sequelas físicas quanto psicológicas. Retirada das mamas, impotência, cicatrizes, limitação de movimentos, transtorno de estresse pós-traumático, medo, insegurança, perda de patrimônio e irritabilidade são rastros deixados pelos tumores malignos naqueles que se sentem vencedores simplesmente por continuarem vivos. De acordo com o oncologista Marcos André Portella, estudos mostram que cerca de 25% dos pacientes acabam o tratamento com sequelas físicas e outros 10% com traumas psicológicos, entre eles, fadiga, insônia e depressão.
udo isso afeta não só o paciente, mas a família e os relacionamentos amorosos, já que ele vê a sua vida íntima paralisada, uma vez que todas as atenções estão voltadas para o tratamento e para a cura. Por isso, é preciso um tratamento interdisciplinar, que leve em conta não só os cuidados médicos, mais do que necessários, mas apoio psicológio e nutricional. “Tudo isso ajuda a tratar o paciente como um todo, já que, depois da doença, muitas vezes existe mais um desafio, que é a necessidade de mudar de vida, como deixar o cigarro, perder peso, reduzir o consumo de bebida alcoólica, mudar a alimentação”, observa Portella. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Câncer de ovário alertar mulheres sobre os sintomas da doença é fundamental.

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No mundo, são quase 250 mil mulheres diagnosticadas anualmente e o câncer do ovário causa 140 mil óbitos por ano. Ao contrário de alguns tipos de câncer,  países desenvolvidos e subdesenvolvidos têm os mesmos índices das doenças.
Devido a algumas de suas características, este tipo de câncer é frequentemente chamado como o câncer “silencioso”. Segundo o ginecologista oncológico do Hospital de Câncer de Barretos, Dr. Ricardo dos Reis, “este termo pode ser usado, pois nos estágios iniciais desta doença a paciente não apresenta sintomas ou são confundidos com outros problemas de saúde. Além disso, ainda não existe nenhuma forma efetiva de detecção precoce do câncer de ovário até este momento. Estudos foram feitos usando marcadores séricos (testes de sangue) e com o uso de ultrassom transvaginal para avaliar os ovários, porém nenhuma das formas isoladas ou em conjunto mostraram eficácia em termos de detecção precoce deste câncer ainda”.  
Sintomas
A confusão com sintomas de outras doenças citado por Dr. Ricardo também agravam a condição do câncer de útero. Uma das formas que os médicos seguem alertando os pacientes é em relação à periodicidade e a combinação dos sintomas. A paciente deve procurar ajuda médica quando sentir um ou mais sintomas descritos por um período maior do que três semanas: cansaço, sangramento vaginal, o aumento do volume abdominal, inchaço contínuo, dificuldade de comer, dor abdominal ou pélvica, necessidade urgente e freqüente de urinar. 
Formas de prevenção
Embora o câncer de ovário seja difícil de ser prevenido, existem comportamentos que podem retardar a doença. O uso da pílula anticoncepcional por, no mínimo, 5 anos, pode reduzir o risco de câncer de ovário entre 30% e 60%, assim como ter gestações e amamentar. Mas de acordo com Dr. Ricardo, a oncogenética tem se mostrado muito eficiente para o combate da doença: “Uma grande parcela destes casos são geneticamente prevenidos, por isto, se houver casos na família de câncer de mama ou ovário, a paciente deve procurar fazer uma avaliação genética. Se a paciente tiver a propensão para este câncer, medidas preventivas poderão ser tomadas, como a retirada cirurgicamente dos ovários e das trompas de Falópio”. A retirada destes órgãos implica na impossibilidade de gravidez, mas pode reduzir o risco da doença entre 40% e 70%. Se a paciente realizar esta cirurgia na fase pós-menopausa, o risco do câncer de ovário e de outros tipos de câncer relacionados são reduzidos entre 85% e 90%. 
Fatores de risco
Uma informação equivocada muito comum entre a população a respeito do câncer de ovário, é que o exame de Papanicolaou (usado para a detecção do câncer de colo-de-útero) serve para a prevenção deste tipo de câncer. Isso não é verdade: ele detecta apenas as alterações pré-cancerosas nas células do colo do útero.
O maior fator de risco para mulheres é a própria idade, mas é interessante sempre conversar com o médico para saber qual é o seu risco pessoal. Saber do antecedente familiar com pessoas com câncer de mama ou de ovário, é importante, pois 14% dos casos deste tipo de câncer esta ligado ao fator genético. Uma mulher diagnosticada com câncer de ovário também deve procurar aconselhamento genético para saber. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

26 de abril: Dia Mundial de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (Pressão Alta)

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O que é hipertensão arterial?

hipertensão arterial (pressão alta) é das doenças de maior prevalência na população. No Brasil, cerca de 30% da população têm hipertensão arterial. Destes, 50% têm consciência de sua condição de saúde, mas apenas 25% destes aderem ao tratamento. Embora o problema ocorra predominantemente na fase adulta, o número de crianças e adolescentes hipertensos vem aumentando a cada dia.
A pressão alta caracteriza-se pela presença de níveis de pressão arterial elevados associados a alterações no metabolismo do organismo, nos hormônios e nas musculaturas cardíaca e vascular. Ela é considerada um dos principais fatores de risco para outras doenças e, no Brasil, é responsável por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. É uma condição de causas multifatoriais que deve receber a atenção e o cuidado de todos.

Quais são as causas?

Em 95% dos casos, a causa da hipertensão arterial (HA) é desconhecida, sendo chamada de HA primária ou essencial. Nesses pacientes, ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais e a herança genética pode contribuir para o aparecimento da doença em 70% dos casos.
Nos demais, ocorre a HA secundária, ou seja, quando uma determinada causa predomina sobre as demais, embora outras possam estar presentes. É o caso da:
•HA por doença do parênquima renal
•HA renovascular: provocada por algum problema nas artérias renais. O rim afetado produz substâncias que elevam a pressão arterial
•HA por aldosteronismo primário
•HA relacionada à gestação
•HA relacionada ao uso de medicamentos; como corticosteroides, anticoncepcionais ou anti-inflamatórios
•HA relacionada ao feocromocitomatumor que produz substâncias vasoconstritoras que aumentam a pressão arterial, produzem taquicardiacefaleia e sudorese
•HA relacionada a outras causas

Quem está em risco para desenvolver esta condição?

Pessoas com história familiar de hipertensão podem apresentar maior risco para a doença. Pesquise se em sua família existem pessoas hipertensas. Caso faça parte deste grupo, procure orientação sobre como começar a prevenir a hipertensão. Agende uma consulta com um cardiologista ou um nefrologista.
Níveis elevados de pressão arterial são facilitados pela elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio, alta ingestão calórica e excessivo consumo de álcool. Os dois últimos fatores de risco são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados à elevação da pressão arterial. O papel do teor de cálcio, magnésio e proteína da dieta na prevenção da pressão arterial ainda não está definido.
Os brasileiros consomem o dobro de sódio recomendado. Se consumissem o que é ideal para a saúde, poderiam ajudar a reduzir cerca de 10% das mortes por infarto agudo do miocárdio e 15% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os adultos deveriam consumir menos de dois gramas de sódio ou menos de cinco gramas de sal, o que equivale a menos de uma colher de chá rasa de sal ou cinco pacotinhos daqueles servidos em restaurantes, já que cada um contém um grama. O aumento do consumo de potássio também é imprescindível: pelo menos 3,51 gramas por dia.
O estresse psicológico e o sedentarismo ainda aguardam provas mais definitivas de participação como fatores de risco, embora existam evidências de que sua modificação pode ser benéfica no tratamento da hipertensão arterial.
O aumento do risco cardiovascular ocorre também pela agregação de outros fatores, como tabagismo e dislipidemias – alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, intolerância à glicose e diabetes mellitus.

O que sente o portador desta condição?

Como quem tem pressão alta muitas vezes não sente nada (por isso a hipertensão arterial é conhecida como uma “doença silenciosa”), essas pessoas não se tratam e terão as consequências dessa falta de tratamento no decorrer de suas vidas. Alguns dos sintomas que podem indicar a pressão alta são dor de cabeçasangramento nasaltonturas e falta de ar.

Como o médico faz o diagnóstico?

diagnóstico é feito pela aferição (medida) cuidadosa da pressão arterial em mais de uma oportunidade. As medidas devem ser obtidas em ambos os membros superiores e, em caso de diferença, utiliza-se sempre o braço com o maior valor de pressão para as medidas posteriores.
A posição recomendada para a medida da pressão arterial é a sentada. A medida nas posições ortostática e supina deve ser feita pelo menos na primeira avaliação em todos os indivíduos e em todas as avaliações em idosos, diabéticos, portadores de disautonomias, alcoolistas e/ou em uso de medicação anti-hipertensiva.
As medidas devem ser realizadas por profissionais experientes e usando um equipamento devidamente calibrado.

Quais as opções de tratamento disponíveis?

Existem dois tipos de tratamento para os hipertensos: não-medicamentoso e medicamentoso.
Um estilo de vida saudável é fundamental para controlar fatores ambientais que influenciam negativamente a pressão arterial. Uma alimentação rica em frutas, verduras e vegetais, evitar a ingestão excessiva de sal, combater o sedentarismo e a obesidade, evitar o álcool e o cigarro colaboram para a redução da pressão arterial e para a diminuição do risco cardiovascular.
Quando essas medidas não são suficientes para controlar a pressão arterial, o médico pode optar por introduzir medicações hipotensoras com o objetivo de reduzir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares. O tratamento medicamentoso deve estar sempre associado ao tratamento não-medicamentoso citado acima.
Existem vários medicamentos usados para controlar a hipertensão, como diuréticos, inibidores da ECA, bloqueadores do receptor AT1 e bloqueadores dos canais de cálcio. Às vezes, é necessário que o médico oriente uma associação de anti-hipertensivos.
O objetivo é reduzir a pressão arterial para valores inferiores a 140 mmHg de pressão sistólica e 90 mmHg de pressão diastólica, respeitando-se as características individuais, a presença de outras doenças e a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são as complicações da doença?

O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos às artérias. Elas tornam-se mais espessadas e estreitadas, podem começar a ter placas de gordura aderidas a sua superfície, dificultando o fluxo sanguíneo. As artérias vão perdendo sua elasticidade, podendo entupir ou romper.
Essas complicações da hipertensão atingem mais frequentemente o coração, cérebro, rinsolhos e artérias periféricas. Podendo levar ao infarto agudo do miocárdio (IAM)insuficiência cardíacaarritmias cardíacasacidente vascular cerebralinsuficiência renal, problemas oculares como diminuição da visão e alterações na retina ou problemas circulatórios.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Lúpus: sintomas, tratamentos e causas

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O que é Lúpus?

lúpus eritematoso sistêmico (LES), conhecido popularmente apenas como lúpus, é uma doença autoimune que pode afetar principalmente pele, articulações, rins, cérebro mas também todos os demais órgãos.
Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Dentre mais de 80 doenças autoimunes conhecidas, o lúpus é uma das mais importantes.

O que é uma doença autoimune?

Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano.
As causas das doenças autoimunes ainda não são desconhecidas. A teoria mais aceita é que fatores externos estejam envolvidos na ocorrência dessa condição, principalmente quando há predisposição genética e o uso de alguns medicamentos.
A maioria das doenças autoimunes são crônicas, mas muitas podem ser controladas com tratamento. Os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer continuamente.

Lúpus no Brasil

No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença. (3)

Tipos

O lúpus pode ser dividido em quatro tipos:

Lúpus discoide

A inflamação é sempre limitada à pele. Este tipo pode ser identificado a partir do surgimento de lesões cutâneas avermelhadas que costumam aparecer no rosto, na nuca ou também no couro cabeludo.

Lúpus sistêmico

O lúpus sistêmico é a forma mais comum, podendo ser grave ou leve. A inflamação ocorre no organismo, comprometendo vários órgãos ou sistemas do corpo não sendo restrito a pele. Algumas pessoas com lúpus discoide podem evoluir para a forma sistêmica. Os sintomas causados por este tipo da doença dependem do local da inflamação como rins, coração, pulmões e até ao sangue, além das lesões cutâneas e às articulações.

Lúpus induzido por drogas

Algumas drogas ou medicamentos podem provocar uma inflamação temporária enquanto do seu uso e provocar sintomas que são muito parecidos com os do lúpus sistêmico. As manifestações desaparecem com o parar do uso.

Lúpus neonatal

O lúpus neonatal é uma condição rara que afeta filhos de mulheres com lúpus, sendo causada por anticorpos da mãe que atuam sobre a criança no útero. Ao nascer, a criança pode ter uma erupção cutânea, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, mas esses sintomas desaparecem completamente após vários meses sem efeitos duradouros.
Alguns bebês com lúpus neonatal também podem ter um defeito cardíaco grave. Com testes adequados, os médicos agora podem identificar a maioria das mães em risco, e a criança pode ser tratada antes ou depois do nascimento. (4)

Causas

O lúpus ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos saudáveis do corpo. Não se sabe exatamente o causa esse comportamento anormal, mas pesquisas indicam que a doença seja resultado de uma combinação de fatores, como genética e meio ambiente.
Esses mesmos estudos mostram que pessoas com pré-disposição ao lúpus podem desenvolver a doença ao entrar em contato com algum elemento do meio ambiente capaz de estimular o sistema imunológico a agir de forma errada. O que a ciência ainda não sabe é quais são todos esses componentes. Os pesquisadores, no entanto, têm alguns palpites:
  • Luz solar: a exposição à luz do sol pode iniciar ou agravar uma inflamação preexistente a desenvolver lúpus
  • Infecções: Ter uma infecção pode iniciar lúpus ou causar uma recaída em algumas pessoas
  • Medicamentos: lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. Pessoas com sintomas parecidos com os do lúpus geralmente param de apresentar quando interrompem o uso.

Fatores de risco

O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Veja o que pode facilitar a incidência de lúpus:

Sintomas de Lúpus

Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente. Eles também podem ser moderados ou graves, temporários ou permanentes. A maioria dos pacientes com lúpus apresenta sintomas moderados, que surgem esporadicamente, em crises, nas quais os sintomas se agravam por um tempo e depois desaparecem.
Os sintomas podem também variar de acordo com as partes do seu corpo que forem afetadas pelo lúpus. Os sinais mais comuns são:
Outros sintomas de lúpus dependem de qual é a parte do corpo afetada:
Alguns pacientes têm apenas sintomas de pele. Esse tipo é chamado de lúpus discoide.
  • Sexo biológico: a doença é mais comum em mulheres do que em homens
  • Idade: a maior parte dos diagnósticos acontece entre os 15 e os 40 anos, apesar de poder surgir em todas as idades
  • Etnia: lúpus é mais comum em pessoas afro-americanas, hispânicas e asiáticas.
  • Na consulta médica

    Especialistas que podem diagnosticar o lúpus são:
    • Clínico geral
    • Reumatologista.
    Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
    • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
    • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
    • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
    O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
    • Exposição ao sol costuma provocar o surgimento de lesões na pele?
    • Você sente dor nos dedos quando está frio?
    • Entre os seus sintomas estão problemas de memória e concentração?
    • Os sintomas têm prejudicado seu desempenho no trabalho ou têm atrapalhado suas relações sociais?
    • Você já foi diagnosticado com algum outro problema de saúde?
    Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:
    • Quais exames serão necessários para fazer o diagnóstico?
    • Lúpus tem cura?
    • A doença vai alterar muito meu estilo de vida, meu cotidiano e meus hábitos?
    • Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
    Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

    Diagnóstico de Lúpus

    É difícil realizar o diagnóstico para lúpus, pois os sintomas variam muito de pessoa para pessoa, mudam com o passar de tempo, sobrepõem-se uns aos outros e confundem-se com os sintomas de outras doenças.
    Não existe nenhum teste específico para diagnosticar o lúpus. A combinação de testes de sangue e urina, sintomas encontrados no exame físico conduzem ao diagnóstico.

    Exames

    Os exames usados para diagnosticar o lúpus incluem:
    • Exame físico
    • Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares
    • Hemograma completo
    • Radiografia do tórax
    • Biópsia renal
    • Exame de urina.
    • Tratamento de Lúpus

      Existe tratamento mas não há cura definitiva para o lúpus, assim como outas doenças como diabetes e pressão alta. O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença.
      A doença branda pode ser tratada com:
      • Anti-inflamatórios não esteroides para artrite e pleurisia
      • Protetor solar para as lesões de pele
      • Corticoide tópico para pequenas lesões cutâneas
      • Uma droga antimalárica (hidroxicloroquina) e corticoides de baixa dosagem para os sintomas de pele e artrite.
      Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de um tratamento mais agressivo com especialistas.
      O tratamento para lúpus mais grave inclui:
      • Alta dosagem de corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imunológico do corpo (imunossupressores)
      • Drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) quando não houver melhora com corticoides ou quando os sintomas piorarem depois de interromper o uso. Esses medicamentos têm efeitos colaterais graves, por isso o médico deverá monitorar o uso com muita frequência.

      Lúpus tem cura?

      A medicina ainda não desenvolveu um método para curar o lúpus. Contudo, o prognóstico do lúpus é melhor hoje do que nunca. Com acompanhamento e tratamento próximos, 80-90% das pessoas com lúpus podem viver uma vida normal.

      Complicações possíveis

      Se não tratado corretamente, o lúpus pode causar complicações graves a diversos órgãos importantes do nosso corpo. Veja:

      Rins

      A falência dos rins está entre as principais causas de morte por complicações de lúpus. Irritação, coceira generalizada, dores no peito, náuseas, vômito e edemas estão entre os sintomas de que o lúpus chegou aos rins.

      Cérebro

      Você pode apresentar alguns sintomas específicos se o cérebro tiver sido afetado, como dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, derrames cerebrais (AVC) e convulsões.

      Vasos sanguíneos

      Anemia, aumento no risco de sangramentos e inflamação dos vasos (vasculite) estão entre as principais complicações possíveis decorrentes de lúpus.

      Pulmões

      Lúpus também pode levar à pleurisia, que pode causar dor durante a respiração.

      Coração

      Pode ocorrer também a inflamação dos músculos do coração e artérias e pericardite. As chances de ter um ataque cardíaco e outras doenças cardiovasculares também aumentam significativamente.
      Ter lúpus também pode acarretar em outros problemas, como:
      • Infecção: as chances de uma pessoa com lúpus desenvolver algum tipo de infecção aumentam muito, pois tanto a doença quanto o tratamento comprometem o sistema imunológico. As infecções mais comuns são no trato urinário e respiratório, por fungos, salmonela e herpes.
      • Câncer: o surgimento de tumores e de agravamento ao câncer também é uma das possíveis complicações do lúpus.
      • Necrose avascular: ocorre a morte das células que revestem os ossos, causando pequenas fraturas e o rompimento de muitas articulações, em especial as do quadril.
      • Complicações na gravidez: as mulheres que sofrem de lúpus e engravidam geralmente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê saudável, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e que o lúpus esteja sendo tratado adequadamente. Entretanto, a presença de anticorpos de lúpus pode aumentar o risco de perda na gravidez.

      Convivendo/ Prognóstico

      Se você tem lúpus, é importante ter cuidados com a saúde, especialmente com a saúde do coração, a fim de prevenir problemas cardíacos mais graves no futuro. Além disso, é igualmente importante fazer uma análise frequente da imunização e testes para verificar também a saúde dos ossos (presença ou não de osteoporose) e outras doenças.
      A psicoterapia e os grupos de apoio podem ajudar a aliviar a depressão e as alterações no humor que venham a ocorrer em pacientes com a doença.
      Siga algumas dicas também que podem melhorar sua qualidade de vida e ajudar no tratamento:
      • Descanse bastante. Pessoas com lúpus frequentemente sentem-se cansadas, mas não é um cansaço normal. É fadiga, um sintoma da doença que precisa ser tratado. O melhor remédio, neste caso, é o descanso
      • Tome cuidado com o sol. Você deve utilizar roupa protetora, óculos escuros e protetor solar quando estiver exposto ao sol
      • Exercite-se. Exercícios físicos regulares podem ajudar na recuperação de uma crise causada pelo lúpus, a reduzir o risco de ataque cardíaco, tratar sintomas de depressão e no bem-estar geral do corpo
      • Não fume. O consumo do cigarro aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e pode também piorar os efeitos do lúpus
      • Mantenha uma dieta saudável. Coma muitos grãos, frutas e vegetais. E, se tiver alguma restrição por causa do tratamento ou por causa da doença em si, não saia da dieta.
      A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença. O resultado para pessoas com lúpus melhorou nos últimos anos.

      Apoio

      Se você tem lúpus, é provável que tenha uma série de sentimentos dolorosos sobre sua condição, do medo à extrema frustração. Os desafios de viver com lúpus aumentam o risco de depressão e problemas de saúde mental relacionados, como ansiedade, estresse e baixa auto-estima. Para ajudá-lo a lidar com lúpus, tente seguir os seguintes passos:
      - Saiba tudo o que puder sobre lúpus: Anote todas as dúvidas que você tiver sobre o lúpus para que você possa perguntar ao médico na próxima consulta. Quanto mais você sabe sobre o lúpus, mais confiante você sentirá em suas escolhas de tratamento.
      - Converse com seus amigos e familiares: Fale sobre lúpus com seus amigos e familiares e explique maneiras de ajudar quando você está tendo crises. O lúpus pode ser frustrante para seus familiares porque geralmente não conseguem vê-lo, e você pode não parecer doente.
      - Tome tempo para você: Lide com o estresse em sua vida tomando tempo para você. Use esse tempo para ler, meditar, ouvir música ou escrever em um diário. Encontre atividades que acalmam e renovem você.
      - Conecte-se com pessoas que têm lúpus: Você pode se conectar com outras pessoas que têm lúpus através de grupos de suporte em sua comunidade ou através de fóruns de mensagens online. Outras pessoas com lúpus podem oferecer um apoio único porque enfrentam muitos dos mesmos obstáculos e frustrações que você enfrenta.
    • Prevenção

      Não há formas conhecidas para se prevenir lúpus.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Sinais e Sintomas do Mieloma Múltiplo

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Embora alguns pacientes com mieloma múltiplo não apresentem sintomas, os mais comuns são:

  • Problemas Ósseos

Normalmente, os dois tipos principais de células ósseas trabalham juntos para manter os ossos fortes e saudáveis. As células que formam um novo osso são denominadas osteoblastos. As células que destroem o osso velho são chamadas osteoclastos. As células do mieloma produzem uma substância que ordena aos osteoclastos a aumentar a velocidade de dissolução do osso. Os osteoblastos não recebem um sinal para renovar o osso, assim o osso velho é destruído sem um osso novo para substituí-lo. Isto pode causar áreas de enfraquecimento dolorosas nos ossos. Qualquer osso pode ser afetado, mas a dor nos ossos da coluna, quadris e crânio é particularmente comum a esta doença. Essas alterações aumentam a chance dos ossos de sofrerem fraturas. Às vezes os ossos quebram devido a um pequeno trauma ou esforço.

  • Baixa Contagem Sanguínea

Quando as células do mieloma substituem as células normais produtoras do sangue da medula óssea resulta numa carência de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Uma quantidade reduzida de glóbulos vermelhos (anemia) causa fraqueza, falta de ar e tonturas. Uma quantidade menor de glóbulos brancos (leucopenia) diminui a resistência às infecções. A diminuição das plaquetas no sangue (trombocitopenia) pode causar sangramentos importantes.

  • Nível de Cálcio no Sangue Aumentado

Quando as células do mieloma dissolvem o osso, cálcio é liberado, podendo aumentar o nível de cálcio no sangue (hipercalcemia). Isso pode causar desidratação e inclusive insuficiência renal. O aumento do cálcio também pode causar constipação, perda de apetite, fraqueza, sonolência e confusão. Se o nível de cálcio é muito alto, pode levar ao coma.

  • Sintomas do Sistema Nervoso

Se o mieloma enfraquecer os ossos da coluna vertebral, eles podem fraturar e pressionar os nervos espinhais. Isso pode causar dor súbita intensa, dormência ou fraqueza muscular. Esta condição é considerada uma emergência médica e um médico deve ser imediatamente contatado.

Ocasionalmente, as proteínas anormais produzidas pelas células do mieloma podem ser tóxicas para os nervos, levando à fraqueza e dormência.

Em alguns pacientes, grandes quantidades de proteínas podem tornar o sangue espesso. Este espessamento é denominado hiperviscosidade e pode diminuir o fluxo de sangue para o cérebro, causando sintomas como confusão, tonturas e derrame. Pacientes com estes sintomas devem entrar em contato imediatamente com seu médico. O problema pode ser resolvido rapidamente ao retirar a proteína do sangue através de um processo chamado plasmaferese.

  • Problemas Renais

A proteína do mieloma pode danificar os rins. Inicialmente, isso não causa nenhum sintoma, mas pode ser detectado com um exame de sangue. À medida que os rins começam a falhar, eles perdem a capacidade de eliminar o excesso de sal, líquidos e detritos do organismo, podendo levar a sintomas como fraqueza e edema (inchaço) nas pernas.

  • Infecções

Os pacientes com mieloma são cerca de 15 vezes mais propensos a contrair infecções. Isso acontece porque o corpo é incapaz de produzir anticorpos para ajudarem no combate as mesmas. A pneumonia é uma infecção comum e grave em pacientes com mieloma.

Sinais e Sintomas da Amiloidose de Cadeia Leve 

Os pacientes com amiloidose podem ter alguns dos sintomas dos pacientes com mieloma, como problemas renais e neuropatia. Mas, eles também podem apresentar:

  • Problemas cardíacos.
  • Aumento do fígado e do baço.
  • Aumento do tamanho da língua.
  • Alterações na pele.
  • Diarreia.
  • Síndrome do túnel do carpo.