terça-feira, 18 de setembro de 2018

SETEMBRO AMARELO -

Campanha Setembro Amarelo para a prevenção do suicídio

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM realiza a Campanha Setembro Amarelo, em prol da prevenção do suicídio.
A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, o que corresponde ao tempo aproximado de leitura deste texto, e, em relação às tentativas é ainda mais assustador: a cada três segundos.
Todos os anos, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e um milhão em todo o mundo. Quase 100% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
O Coordenador Nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, fala sobre a importância da prevenção: “Precisamos ajudar a população com prevenção, informar que tratar todas as doenças mentais, principalmente as que possuem aumento no risco de suicídio. O suicídio é uma emergência médica e por isso, é fundamental o papel de todos nós nessa campanha, com ações efetivas de orientação sobre o risco e também na emergência do suicídio”.
Não podemos esquecer que o suicídio é uma emergência médica e informar corretamente às pessoas ajuda a preveni-lo. Durante todo o próximo mês, trabalharemos com o foco na campanha Setembro Amarelo e pedimos o seu apoio para nos ajudar nessa grande iniciativa. Teremos ações e fontes especializadas em todo o Brasil para contribuir com dados a respeito do tema.
Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP Conselho Federal de Medicina – CFM

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Leucemia, tipos e tratamento

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, órgão responsável pela produção das células do sangue. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.
Ela pode ser do tipo mieloide e linfoide, de acordo com a célula envolvida. Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida.
As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa.
Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afetam as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.
Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
• Leucemia Mieloide Aguda (LMA);
• Leucemia Mieloide Crônica (LMC);
• Leucemia Linfoide Aguda (LLA);
• Leucemia Linfoide Crônica (LLC);

As leucemias se desenvolvem a partir uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes ou que desativam os genes supressores de tumor. Em ambos os casos há multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).
Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. O fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai ter a doença.
Os fatores de risco são:
Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
Exposição à radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, Síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
Algumas doenças do sangue como Mielodisplasia e Neoplasias Mieloproliferativas.

Prevenção

A única prevenção possível para leucemia é evitar os fatores de risco conhecidos.

Sinais e Sintomas

Os sintomas das leucemias agudas estão relacionados à diminuição na produção de células normais da medula óssea. Com a queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias), o paciente pode apresentar anemia que, por sua vez, causa palidez, cansaço fácil e sonolência.
Já a diminuição na produção de plaquetas pode ocasionar manchas roxas em locais não relacionados a traumas, pequenos pontos vermelhos sob a pele (chamados de petéquias) ou sangramentos prolongados após pequenos ferimentos.
O paciente que tem sua imunidade reduzida (queda na produção de glóbulos brancos) fica mais susceptível a infecções e pode apresentar febre.
Outros sintomas encontrados são: dores ósseas, causando dificuldade de andar; dores de cabeça e vômitos; aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), aumento do baço (esplenomegalia) ou do fígado (hepatomegalia).
As leucemias crônicas são menos sintomáticas e frequentemente são descobertas em exames realizados para outros fins (exames de rotina, pré-operatório, etc). Quando em estágios avançados, apresentam os mesmos sintomas descritos para as leucemias agudas.
Um sintoma frequente é o emagrecimento. Também se pode observar aumento dos linfonodos, do fígado ou do baço, sendo esse último um achado muito comum da LMC, com consequente desconforto no lado esquerdo do abdome e empachamento. Na LLC, quadros de infecções recorrentes de pele, pulmões, rins e em outros órgãos podem ser vistos, pois há queda na defesa natural do organismo.

Diagnóstico

A leucemia é suspeitada quando há alterações no hemograma.
Para confirmação, é necessária coleta de medula óssea para exames: mielograma, biópsia, imunofenotipagem, cariótipo.
De acordo com a suspeita diagnóstica, podem ser necessários mais estudos para subclassificação e estratificação de risco, como exames de biologia molecular.

Tratamento

O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC, por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.
A grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vários esquemas podem ser utilizados, desde os que envolvem apenas um tipo de droga até os que contam com dez ou mais quimioterápicos em combinação.
A escolha do protocolo a ser usado depende do diagnóstico, da idade e da estratificação de risco de cada paciente. A aplicação pode ser oral, venosa, intramuscular ou subcutânea.
Alguns portadores de leucemia aguda precisarão, ainda, de quimioterapia intratecal, que é feita através de punção lombar e serve para tratar um possível acometimento do sistema nervoso pela doença.
A LMC em fase crônica é tratada com quimioterapia-alvo, um tratamento que age especificamente nas células leucêmicas. Esse tipo de leucemia possui uma característica única, que é a presença de uma alteração genética específica, o cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre dois cromossomos, o 9 e o 22.
Essa alteração gera um gene chamado bcr-abl e uma proteína do tipo tirosino-quinase, que é o alvo desses quimioterápicos. São de uso oral (comprimidos) e seu desenvolvimento teve enorme impacto na qualidade de vida e sobrevida dos portadores de LMC.
O tratamento cirúrgico não é uma opção para os casos de leucemia.
A Radioterapia é utilizada ocasionalmente, em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, a radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea.
A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante.
A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogênico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Agosto verde claro: mês do combate ao linfoma

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A campanha do mês de agosto para a luta contra o linfoma remete à cor do laço verde-claro. O linfoma é o termo usado para designar vários tipos de câncer com origem nos linfonodos, que são os gânglios do sistema linfático. Os gânglios linfáticos estão espalhados por todo o corpo, e possuem a importante função na defesa do organismo contra infecções. Os linfomas podem ser divididos em não-Hodgkin e de Hodgkin. A distinção entre eles é feita através de biópsia.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, estimam-se 5.370 novos casos de linfoma não-Hodgkin para o sexo masculino e 4.810 para o sexo feminino, a cada ano do biênio 2018/2019. Para ambos os sexos, é a 11ª neoplasia mais frequente entre todos os cânceres, que correspondem a um risco estimado de 5,19 casos novos a cada 100 mil homens, e 4,55 para cada 100 mil mulheres.
Segundo o hematologista do hospital Felício Rocho, Guilherme Muzzi, esta doença pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum entre 50 e 65 anos, para o linfoma não-Hodgkin. Já no linfoma de Hodgkin, existem 2 picos de incidência maior, sendo o primeiro de 20 a 30 anos e o segundo entre 50 e 60 anos.
A perda de peso e do apetite, sudorese noturna, aumento dos gânglios linfáticos, fadiga, fraqueza são alguns dos sintomas mais comuns da doença. O aumento dos gânglios linfáticos (íngua) pode ser facilmente observado pelas pessoas, pois se localizam frequentemente no pescoço, axilas, clavícula ou virilha. Entretanto, na maior parte das vezes essa alteração está mais relacionada a infecções do que com o linfoma, propriamente dito.
Além de exames periódicos e acompanhamento médico, é importante que todas as pessoas mantenham hábitos de vida saudáveis, para diminuir ao máximo a chance de chegar a desenvolver um câncer.
O médico Guilherme Muzzi ressalta que a prevenção do câncer é fundamental, não apenas para diminuir os riscos de uma pessoa chegar a desenvolvê-lo, mas também para que a doença possa ser diagnosticada em fase precoce, aumentando as chances de cura e sobrevida do paciente.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Agosto Verde: linfoma pode ser diagnosticado precocemente e tratado com a ajuda da Medicina Nuclear

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O linfoma é um câncer que afeta o sistema imunológico e se divide em dois grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin, que abrange mais de 40 tipos de tumores – as diferenças entre eles está nas características das células malignas e essa diferenciação só é possível após a biópsia e análise das células cancerígenas.
No Brasil, a condição ainda causa muitas dúvidas e por isso a Campanha Agosto Verde foi criada para conscientizar a população sobre a doença, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce e as opções de tratamento e cura disponíveis. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento.
Como a Medicina Nuclear pode ajudar
O aumento indolor dos linfonodos (ou ínguas) em diversas partes do corpo como pescoço, porção superior do peito, interior do tórax, axilas, abdome ou virilha, estômago, pele, cavidade oral, intestino delgado e sistema nervoso central (SNC), é um sintoma do linfoma. Mais comum na idade adulta jovem (entre 25 e 40 anos), a doença tem tratamento e chances de cura, principalmente com um diagnóstico precoce.
A Medicina Nuclear tem um papel fundamental na identificação e tratamento dos linfomas, pois permite a caracterização funcional de tecidos, informações úteis no seguimento e avaliação de resposta terapêutica dos pacientes. Um dos principais métodos utilizados é um exame conhecido como PET/CT.
“Ao permitir a caracterização funcional e metabólica dos tecidos, a Medicina Nuclear complementa os dados anatômicos de outros métodos de imagens e, desta forma, auxilia no diagnóstico, acompanhamento e otimização do tratamento dos pacientes com linfoma”, explica o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP (www.dimen.com.br).
PET/CT com rádiofármaco 18F-FDG
O exame de PET/CT reúne uma Tomografia por Emissão de Pósitrons e uma Tomografia Computadorizada com radiofármacos que são captados pelas células cancerígenas. Com isso, o PET/CT consegue localizar os sítios de concentração do câncer, pela incidência do radiofármaco no organismo.
Para a identificação do linfoma, o radiofármaco utilizado é o 18F-FDG, administrado na veia do paciente, que é constituído por uma molécula com estrutura química muito semelhante à glicose, sendo o radiofármaco mais utilizado em oncologia, uma vez que as células da maior parte dos tumores malignos expressam aumento da concentração de glicose.
De acordo com George Coura, o PET/CT pode ajudar a avaliar se a doença evoluiu para determinar qual o melhor tratamento para combater o câncer e garantir maior qualidade de vida ao paciente. “Esta tecnologia nos permite conhecer a localização exata do câncer e determinar sua extensão, o que possibilita escolher o tratamento correto para o tipo de lesão”, explica o especialista. O tratamento do linfoma de Hodgkin, por exemplo, consiste em quimioterapia e radioterapia. Já para o linfoma não-Hodgkin pode ser tratado com o uso de um anticorpo monoclonal em combinação com quimioterapia (esquema conhecido como R-CHOP).
Sobre a DIMEN
A DIMEN – referência em medicina nuclear no país, com mais de 36 anos de atuação – possui doze unidades no interior de São Paulo e Minas Gerais. No Brasil, é pioneira no uso de cirurgia radioguiada e na tecnologia PET-CT. A nova unidade na capital paulista está localizada na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 325, Vila Mariana. A DIMEN é a primeira clínica de Medicina Nuclear da América Latina a receber o certificado “QMentum International”, do Conselho Canadense de Acreditação de Serviços de Saúde (Canadian Council on Health Services Accreditation – CCHSA), com critérios internacionais de performance em qualidade e segurança, concedido a todas as unidades no último ano.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Câncer de cabeça e pescoço é um dos tumores mais frequentes em homens

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Câncer de cabeça e pescoço é o nome que se dá ao conjunto de tumores que se manifestam na boca, na faringe e na laringe, entre outras localizações da cabeça e do pescoço. Embora diferentes tipos de tumores possam se desenvolver nessa região, o carcinoma epidermoide é o mais frequente. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em geral os tumores de cabeça e pescoço são mais frequentes em homens na faixa dos 60 anos de idade e representam o segundo tipo da doença com maior incidência na população masculina e o quinto mais comum entre as mulheres.
“Feridas de difícil cicatrização na boca ou na garganta, dor na garganta, dificuldade para engolir, sangramento ou dor ao escovar os dentes, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser um sinal de alerta para a doença”, afirma o oncologista do Hospital Sírio-Libanês, dr. Gilberto de Castro Junior. Se em um prazo de 30 dias esses sintomas não desaparecerem, ele aconselha que a pessoa procure um médico.
Como se prevenir do câncer de cabeça e pescoço
  • Evite o tabagismo.
  • Evite o consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
  • Vacine-se contra o papilomavírus humano (HPV).
  • Use preservativos.
  • Mantenha uma boa higiene bucal.
  • Consulte-se regularmente com um dentista.
  • Tenha uma alimentação equilibrada.
Os tumores de cabeça e pescoço estão relacionados ao tabagismo, ao consumo de bebidas alcoólicas e a infecções pelo papilomavírus humano (HPV), vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais que atinge a pele e as mucosas. Segundo o dr. Castro, a relação entre o HPV e o câncer de cabeça e pescoço vem se tornando cada vez mais comum, sendo observada em 10% a 30% dos casos. “Por isso, a vacinação contra o HPV é fundamental”, afirma. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos já podem tomar a vacina gratuitamente no Sistema Único de Saúde. Para os portadores de HIV, a faixa etária é mais ampla, de 9 a 26 anos. Outros grupos etários podem dispor das vacinas em serviços privados, se indicado por seus médicos.
Diagnóstico precoce
A realização de campanhas de conscientização, como o Julho Verde, mês em que é comemorado o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço, no dia 27 de julho, tem o objetivo de disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce desse tipo de câncer.
Quando diagnosticado logo no início, as chances de cura podem chegar a 80%. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica — que muitas vezes pode ser realizada por um médico ou dentista, sem necessidade de equipamentos especiais —, além de biópsia e exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons (PET, do inglês positron emission tomography).
O tratamento, dependendo de localização, características e extensão do tumor, pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação. Após a identificação do câncer, é feita uma avaliação para verificar se o tumor é operável ou não, e então planejar o tratamento, que é multidisciplinar. “Além do oncologista, o paciente passa a ser acompanhado por fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, entre outros profissionais”, conclui o médico.
O Hospital Sírio-Libanês, referência em oncologia no Brasil, realiza investimentos continuados para que os melhores recursos tecnológicos estejam disponíveis para acompanhar a evolução no tratamento e no diagnóstico do câncer. Um novo serviço de patologia, uma nova unidade para transplante de medula óssea e a aquisição de um acelerador linear para radioterapia são alguns dos investimentos que vêm se traduzindo em melhores resultados para os pacientes.
O Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês oferece ao paciente oncológico um tratamento multidisciplinar, ainda mais fundamental nos casos de câncer de cabeça e pescoço. Apesar de os médicos terem um papel central e decisivo ao longo de todo o tratamento, outros profissionais são essenciais para garantir a qualidade da assistência. Equipes de enfermagem, farmácia, nutrição, fisioterapia, odontologia, entre outros, unem esforços para dar a cada paciente o melhor tratamento possível.
Além disso, o paciente conta com um Centro de Diagnósticos que oferece mais de 2 mil tipos de exames. Entre eles estão os de imagem e os de análises clínicas, que contribuem para a detecção precoce da doença, o que é um diferencial para o bom prognóstico do tratamento.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Sociedade lança Julho Verde, pela prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço

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O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer.
Em apoio à campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta, a SBCCP e seus institutos parceiros chamam a atenção de toda a população para a importância dessa prevenção e a urgência de implementação de políticas públicas por parte das autoridades de saúde.
A infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído, nos últimos anos, com o aumento na incidência desta doença, segundo a SBCCP. “A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas
de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Fernando Walder, presidente da SBCCP.

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.
“O número parece pequeno, mas em um contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Leandro Luongo de Matos, membro da SBCCP.
Em prol dessa ação, a proposta é utilizar a cor verde e a hashtag #julhoverde para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas.

Alerta
O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.
Outro alvo também atinge fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas. Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (menores que 45 anos), sem a exposição a estes fatores, com tumores originados pelo HPV.
Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Saiba quando suspeitar do câncer de endométrio

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Ainda que silencioso, o câncer de endométrio dá sinais que podem ser identificados? Ele ocorre em 95% dos casos de cânceres de útero e, em geral, atinge mulheres acima de 55 anos. Sangramento vaginal, dor pélvica e dor na relação sexual são alguns dos sintomas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 6 mil casos da doença para 2018 no Brasil.
O desenvolvimento do câncer de endométrio causa, em 90% das pacientes, sangramento vaginal. Michelle Samora, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, de São Paulo, alerta que o mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais e entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado.
Entre os fatores de risco para o câncer de endométrio destacam-se: a menopausa tardia, a primeira menstruação precoce, nunca ter tido filhos, uso de reposição hormonal, obesidade, diabetes e síndrome do ovário policístico.
É importante prestar atenção aos sinais do corpo e procurar ajuda médica, em qualquer idade, no caso do aparecimento dos seguintes sintomas:
Sangramento vaginal: é o principal sintoma de câncer de endométrio. Na pós-menopausa pode ter outras causas, como atrofia (afilamento) do endométrio ou uso de reposição hormonal. Entre 50 e 59 anos, 9% das pacientes com sangramento vaginal são diagnosticadas com câncer de endométrio. Acima dos 80 anos, o sangramento vaginal é causado pelo câncer de endométrio em 60% das pacientes. Qualquer sangramento vaginal, em qualquer idade, deve ser um sinal de alerta e necessita de avaliação médica. Segundo Michelle, a chance de se tratar de câncer de endométrio aumenta com o avançar da idade.
Dispareunia (dor durante a relação sexual): a doença também provoca incômodos durante as relaçõessexuais, o que causa desconforto físico e retração do desejo sexual. Este sintoma pode estar presente em fases avançadas da doença.
Dor pélvica: as cólicas também podem ser um sintoma, que pode estar presente em fases avançadas da doença. Nenhuma dor deve ser ignorada.
A oncologista enfatiza que essa é uma doença com até 80% de chance de cura, dependendo do caso. As opções de tratamento do câncer de endométrio dependem do tipo e estágio da doença. A maioria das mulheres é diagnosticada em fases iniciais, com 85% das pacientes diagnosticadas em estágio 1 ou 2. O tratamento nessa fase da doença, geralmente envolve a retirada cirúrgica do útero, ovário e tuba uterina.
Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva, por videolaparoscopia ou robótica, é segura e com excelentes resultados oncológicos. “O mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais, entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado e que o acompanhamento ao ginecologista, mesmo depois da menopausa, deve ser regular”, enfatiza a especialista.