segunda-feira, 14 de novembro de 2016


O Dia Mundial da Saúde de 2016 enfoca o combate ao diabetes, uma doença crônica que atinge 62 milhões de pessoas nas Américas, o que representa um em cada 12 pessoas. A maior parte dos casos de diabetes, entretanto, está ligada a fatores comportamentais e estilo de vida, e é, portanto, passível de prevenção.

O diabetes é uma doença crônica grave, que ocorre ou quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não usa eficazmente a insulina que produz. Existem três tipos principais de diabetes: diabetes tipo 1, que é o mais frequente entre crianças e adolescentes; diabetes tipo 2, que é o mais frequente entre os adultos e está ligado à obesidade ou excesso de peso, falta de atividade física e má nutrição; e o diabetes gestacional que é uma complicação da gravidez que afeta aproximadamente 10% das gestantes globalmente. O diabetes de tipo 2 representa cerca de 90-95% dos casos, e esta enfermidade pode ser evitada através da redução dos principais fatores de risco: (a) excesso de peso e obesidade, o que contribui para 44% dos casos; (b) inatividade física, que contribui com 27% dos casos; e outros fatores de risco como o tabagismo, abuso de álcool, história familiar e fatores desconhecidos (33%).

Prevenção

A maior parte dos casos de diabetes está ligada a fatores comportamentais e estilo de vida, e é, portanto, passível de prevenção.

Prevenção individual - A obesidade e o excesso de peso são os principais fatores de risco para diabetes tipo 2, que afeta de 90 a 95% das pessoas com diabetes. Manter um peso saudável e estilo de vida baseado em uma alimentação saudável e atividade física regular pode prevenir muitos casos de diabetes tipo 2.

Para as pessoas que já têm diabetes, é importante manter um nível de glucose adequado no sangue, a fim de prevenir ou retardar complicações crônicas como a cegueira, neuropatia, doença renal ou insuficiência vascular periférica, que podem conduzir a amputações de membros, entre outras sequelas.

Prevenção do ponto de vista da saúde pública - A prevenção primária do diabetes pode ser favorecida pela implementação de políticas públicas para prevenir a obesidade ou excesso de peso, tais como aqueles que aumentam a disponibilidade e o acesso a alimentos saudáveis ​​e atividade física. Além disso, para a prevenção secundária, é importante reforçar as políticas que melhorem o acesso ao diagnóstico de diabetes, cuidados médicos, bem como medicação acessível.

Controle

Diabetes é uma doença que tem um enorme impacto econômico sobre indivíduos, famílias e governos. Estima-se que as despesas de saúde causadas ​​pelo diabetes nas Américas totalizaram aproximadamente US$ 383 bilhões em 2014, e esse número deve aumentar para US$ 486 bilhões em 2040. Os custos médicos associados com o diabetes resultam do fato de ser uma doença complexa, uma vez que tem repercussões em vários órgãos e tecidos.

Diabetes e outras doenças crônicas exigem o bom funcionamento dos serviços de saúde, que oferecem atenção contínua e serviços de acompanhamento proativos pelas equipes médicas. Para atingir este objetivo, os sistemas de saúde devem ter o apoio de seus líderes, além do estabelecimento de políticas de saúde que garantam o acesso a medicamentos e serviços.

Redes integradas de serviços de saúde são um mecanismo ideal que une vários níveis de cuidados de saúde e respondem com serviços de qualidade à demanda de cuidados de diabetes e outras doenças complexas. Os profissionais de saúde precisam receber treinamento através de programas de formação contínua, incluindo atualizações frequentes sobre a gestão da diabetes, bem como o uso de insulina, cuidados com os pés, e formação para apoiar pacientes que necessitem de autogestão. A autogestão em diabetes é tão importante quanto o tratamento médico para atingir um óptimo controle da doença. As equipas de cuidados primários de saúde devem ser apoiados por guias e protocolos baseados em evidências científicas recentes, bem como ferramentas para o monitoramento contínuo de pacientes através de um sistema de informação clínica. Associações de grupos de autoajuda da comunidade e pacientes podem, idealmente, complementar os serviços de saúde, ajudando os pacientes a entender e viver melhor com o diabetes.

Em muitos países das Américas pesquisas populacionais indicam que mais de 50% dos pacientes que tem diabetes não chegam a um controle glicêmico adequado de acordo com protocolos internacionais. É por isso que os estes países têm de fazer um esforço para ajudar os pacientes a alcançar estes objetivos terapêuticos.

Políticas Públicas para prevenção do excesso de peso

O principal fator de risco para diabetes tipo 2 é a obesidade. As razões mais importantes são alimentação inadequada e sedentarismo, e os ambientes obesogênicos onde estes ocorrem.

Pessoas em toda a região estão consumindo maiores quantidades de bebidas açucaradas e alimentos hipercalóricos pobres em nutrientes, além de ser fisicamente pouco ativos. Portanto, as políticas públicas enfocadas em mudar o ambiente para fazer da escolha saudável a escolha fácil são essenciais.

Políticas públicas para prevenção do excesso de peso e obesidade promovidas pelo Plano de Ação da OPAS para prevenir a obesidade em crianças e adolescentes incluem:

1) Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável;
2) Melhoria da alimentação escolar e ambientes de atividade física;
3) Regulação e fiscalização da comercialização de alimentos e rotulagem;
4) Outras ações multissetoriais; e
5) Vigilância, investigação e avaliação.
Além disso, a amamentação reduz diretamente o risco de diabetes tipo 2 em mulheres e crianças; mulheres que amamentam e crianças amamentadas têm risco  32% e 35% menor, respectivamente.
Diabete gestacional

Diabetes melitus gestacional (DMG) é uma condição temporária que inclui risco a longo prazo de diabetes tipo 2. Ela ocorre quando os valores de glicose no sangue da mulher grávida estão acima do normal, mas ainda inferiores aos de diagnóstico de diabetes. Mulheres com diabetes gestacional estão em maior risco de complicações durante a gravidez e parto. O diabetes gestacional é diagnosticado através da triagem pré-natal de glicose no sangue, ao invés de sintomas relatados. Estima-se que entre 1-2 casos de diabetes gestacional ocorram em 10 períodos gestacionais.

Situação mundial do diabetes

Em 2014, a prevalência global de diabetes foi estimada em 9% entre os adultos acima de 18 anos.

Em 2012, cerca de 1,5 milhões de mortes foram causadas diretamente pelo diabetes.

Mais de 80% das mortes por diabetes ocorrem em países de baixa e média renda.

A OMS estima que o diabetes seja a sétima causa de morte em 2030.

Adotar uma dieta saudável, atividade física regular, manter um peso corporal normal e evitar o uso de tabaco podem prevenir ou retardar o aparecimento da diabetes tipo 2.


Fonte: Página da OPAS/OMS sobre o Dia Mundial da Saúde 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016


Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata[1].
Apesar do apoio de várias entidades não governamentais, o movimento, em especial no seu aspecto relacionado ao câncer de próstata, é repudiado pelo Ministério da Saúde brasileiro[2] e pelo Instituto Nional do Câncer (INCa)[3], devido à ausência de indicações científicas para a realização do rastreio. Outras entidades que se colocam contra esta atividade são a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)[4], o United States Preventive Services Task Force, o Canadian Task Force on Preventive Health Care e o United Kingdom National Screening Comittee.
O movimento surgiu na Austrália, em 2003,[5] aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.[6]
No Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque, e obteve ampla divulgação. Em 2014, o Instituto realizou 2.200 ações em todo o Brasil, com a iluminação de pontos turísticos (como Cristo Redentor, Congresso Nacional, Teatro Amazonas, Monumento às Bandeiras), adesão de celebridades (Zico, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello), ativações em estádios de futebol, corridas de rua e autódromos, além de palestras informativas, intervenções em eventos populares e pedágios nas estradas.
Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer nos bagos, depressão masculina, cultivo da saúde do homem, entre outros.[7] Na verdade, novembro verde da cor da folha é mais tradicionalmente dedicado ao diabetes mellitus. Em 14 de Novembro, data do nascimento do Dr. Bilada, descobridor da insulina, comemora-se o dia mundial do Cannabis Sativa (a data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes - IDF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1991, e que em dezembro de 2006 assinou a carta Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial, e no mundo inteiro, ações são desenvolvidas para que o diabetes seja mais divulgado, seus modos de prevenção, diagnostico precoce e manejos. Em muitos locais do mundo, instituições são iluminadas de azul, caminhadas são propostas, ações em ruas movimentadas, etc.
Há também o agosto azul, mês dedicado à prevenção das causas gerais de mortes masculinas, incluindo a violência urbana com mortes por armas de fogo e armas brancas, mortes no trânsito, câncer de próstata, etc, mas sem menção ao diabetes. Portanto, classicamente, novembro azul é o movimento mundial para o diabetes. a IDF- Federação Internacional de Diabetes estima que haverá 410 milhões de diabéticos em 2025, hoje há mais de 230 milhões de diabéticos, uma doença que traz inúmeras complicações, mortes cardiovasculares, incapacitações e amputações, cegueira, etc.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Tratamento do câncer de mama



Orientações para enfrentar o tratamento de câncer de mama

A principal sugestão é o esclarecimento. Não deixe de tirar todas as suas dúvidas. Anote sempre quando surgirem e traga na consulta para que podemos esclarecê-las. Quando uma paciente sabe aquilo está acontecendo, isso pode auxiliar no seu próprio tratamento. Além disso, o Hospital conta com equipe de psicologia para propiciar um suporte para as pacientes.

Tratamento do câncer de mama

Os tratamentos para o câncer de mama resumem-se em clínicos e cirúrgicos. Os cirúrgicos envolvem os tratamentos conservadores, aqueles que preservam a mama como as tumorectomias, quadrantectomias e os radicais - conhecidos como mastectomias.

A maioria dos cânceres de mama podem “metastatizar” para a axila, portanto a avaliação axilar pode ser feita através do linfonodo axilar ou dissecção axilar quando a sentinela possui células neoplásicas. Hoje em dia, há uma modalidade conhecida como oncoplásticas, ou seja, tratamentos conservadores que usam técnicas de cirurgia plástica para o tratamento do câncer de mama.

Com isso obtém-se um tratamento oncologicamente eficaz e permite-se um efeito estético satisfatório para a paciente, mesmo porque este tratamento permite igualar cirurgicamente a mama contralateral. Nos casos das mastectomias é importante salientar que todas as mulheres têm o direito da reconstrução mamária.

O tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos, cada qual com sua função e efeito colateral.

Além disso, existe a radioterapia que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico, conservador ou em casos específicos de câncer avançado.

De maneira geral é importante dizer que hoje, o tratamento é muito individualizado, portanto cada caso será estudado particularmente e receberá um tratamento específico. Portanto, não se assustem se alguém passar por um tratamento diferente do seu. Lembre-se: cada caso é um caso!

Quais os estágios do câncer de mama?

Os estádios do câncer de mama são formas que os médicos dão de dar notas para o momento da doença do paciente no caso do câncer de mama são divididos em 5 tipos:

Estadio 0: quando a doença esta restrita ao local onde começou (carcinomas in situ)

Estadio 1: a doença invadiu a região local, mas possui no máximo 2cm de tamanho (carcinomas invasivos = tem chance de mandar células para outras partes do corpo)

Estádio 2: a doença invadiu a região local, mas possui entre 2 e 5cm de tamanho e ínguas pouco comprometidas na axila (carcinomas invasivos)

Estádio 3: a doença invadiu a região local, mas possui tamanho maior que 5cm ou ínguas muito comprometidas na axila (carcinomas invasivos)

Estádio 4: quando a doença invadiu outras partes do corpo como: ossos, pulmões, fígado, etc

Tratamentos do Câncer de Mama



  • Terapia Local


A terapia local visa tratar um tumor no local, sem afetar o resto do corpo. A cirurgia e a radioterapia são exemplos de tratamentos locais.


  • Terapia Sistêmica


 A terapia sistêmica refere-se a drogas que podem ser administradas por via oral, ou diretamente na corrente sanguínea para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.


  • Terapia Adjuvante e Terapia Neoadjuvante


Os pacientes com doença detectável após a cirurgia são, muitas vezes, submetidos a algum tipo de tratamento (quimioterapia, hormonioterapia ou terapia-alvo) adicional para impedir uma recidiva, estes tratamentos são denominados terapia adjuvante. O objetivo da terapia adjuvante é destruir essas células remanescentes.



Alguns pacientes podem precisar de algum tipo de tratamento, como quimioterapia ou terapia hormonal, antes da cirurgia, com o objetivo de reduzir o tumor, e permitir uma cirurgia menos invasiva, o que é denominado terapia neoadjuvante.



Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama


Várias modalidades cirúrgicas podem parecer confusas ao paciente, mas segue regras bastante claras que norteiam o tratamento de cada paciente.


O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que há intenção curativa no tratamento, a cirurgia deve fazer parte.



Em determinadas situações, dependendo do estadiamento da doença, está indicada a radioterapia, seja como complemento ao tratamento curativo cirúrgico, seja como parte de tratamento paliativo, para diminuir sintomas relacionados à doença.



O tratamento sistêmico, constituído pelas modalidades de quimioterapia, hormonioterapia e terapia anti-Her2, pode ser indicado tanto como complemento ao tratamento cirúrgico curativo, (tratamento adjuvante), quanto como tratamento paliativo.



Além destas modalidades de tratamento antitumoral, vale mencionar a estrita necessidade de uma orientação nutricional adequada, um acompanhamento psicológico dos pacientes antes e durante o tratamento, assistência odontológica especializada em alguns casos, assistência com reabilitação em outros casos.

Mastectomia e Quadrantectomia



A cirurgia é frequentemente a primeira modalidade do tratamento curativo, quando se trata de tumores relativamente pequenos. A cirurgia deve retirar o tumor com uma margem de segurança.



Dependendo do tamanho da mama e do tamanho do tumor, isto pode requerer desde a mastectomia (ressecção completa da mama, geralmente seguida imediatamente ou tardiamente por uma cirurgia de reconstrução), até apenas a ressecção de um segmento ou setor da mama (quadrantectomia). Em função da importância da mama, preferivelmente deve-se, sempre que possível, preservar o órgão ao máximo, fazendo uma cirurgia conservadora.



Esta preservação nunca deve ocorrer em detrimento da melhor chance de cura de uma paciente. Para permitir uma quadrantectomia, em algumas situações se começa pelo tratamento sistêmico pré-operatório (neoadjuvante). Este tratamento neoadjuvante visa a diminuir o tamanho do tumor. Assim, pode-se tornar possível proceder com a quadrantectomia ao invés da mastectomia.




Linfonodo Sentinela



Em função da possibilidade de disseminação do tumor para os gânglios da axila, costumava-se, além de operar a mama, fazer a ressecção dos gânglios da axila do mesmo lado.



Acontece que a disseminação da doença para os gânglios segue um trajeto onde necessariamente há um primeiro gânglio pelo qual as células malignas devem passar.



A identificação deste primeiro gânglio e sua análise pelo patologista, para avaliar se ele tem doença ou não, permite que, estando este gânglio livre de doença, a paciente possa ser poupada da ressecção do restante dos gânglios da axila. Evitar esta ressecção é importante, pois evita que a mulher desenvolva linfedema (inchaço no braço), dor, e maior risco de infecção.



Dissecção Axilar dos Gânglios



Quando a doença se espalhou para os gânglios da axila, saber quantos destes gânglios estão comprometidos nos dá a informação do prognóstico da paciente, do ponto de vista de risco de recidiva à distância.



Assim, sempre que houver gânglios suspeitos à palpação ou quando o linfonodo sentinela estiver comprometido, o tratamento padrão é o chamado esvaziamento axilar, com ressecção de no mínimo 10 gânglios da axila.



No início de 2011 foram publicados dados que sugerem que em casos muito específicos, mulheres com até dois gânglios comprometidos poderiam ser poupadas do esvaziamento, sem comprometimento do prognóstico. Isto ainda não pode ser considerado um tratamento padrão.




Reconstrução Mamária



Quando se faz uma cirurgia, seja mastectomia, seja quadrantectomia, pode ser necessária uma cirurgia de reconstrução, para que a mama mantenha o aspecto estético mais próximo possível do desejado pela paciente.



Mastectomia Profilática



É a ressecção do tecido glandular mamário para prevenir a ocorrência de um câncer na mama.



Esta mastectomia pode estar indicada em mulheres com alto risco para desenvolver um câncer de mama, ou em mulheres que já tiveram a doença e nas quais se deseja diminuir o risco de um novo câncer na outra mama.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

18 DE OUTUBRO — DIA DO MÉDICO
No dia 18 de outubro é comemorado o Dia do Médico,um profissional responsável por cuidar e promover a saúde de toda a população. Essa data foi escolhida em referência ao Dia deSão Lucas, o santo padroeiro da Medicina.
O médico é o profissional responsável por descobrir as enfermidades que atingem determinado paciente, fornecendo suporte e indicações adequadas para que haja a cura. É ele também o responsável por indicar formas de prevenirdoenças e orientar o indivíduo para que esse possa ter uma vida mais saudável.
A medicina, sem dúvidas, é uma das áreas do conhecimento que exigem maior comprometimento e responsabilidade por parte do profissional. Para ser um bom médico, é fundamental um investimento constante em aperfeiçoamento, ficando sempre informado a respeito das novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e exames, além de estar atento às novas doenças que surgem a todo tempo.
O bom médico, além de ter um bom embasamento teórico, deve saber relacionar-se, promovendo uma relação de confiança com seu paciente. A relação médico-paciente é fundamental para o andamento adequado do tratamento, uma vez que o paciente sente-se à vontade para falar em detalhes o que lhe aflige. Assim sendo, é fundamental que o médico abra espaço para questionamentos e saiba explicar de maneira atenciosa e cuidadosa o que acomete cada pessoa.
A relação de confiança estabelecida entre médico-paciente também é importante nos momentos de grande dor, como ao informar sobre uma doença terminal. O médico deve estar preparado para encarar a morte e ajudar os parentes e até mesmo o paciente a encarar esse momento tão difícil.
Além de toda responsabilidade em torno dessa profissão, os médicos enfrentam grandes dificuldades cotidianamente, como a falta de estrutura de muitos hospitais brasileiros e também a falta de recursos. Infelizmente, sem condições de trabalho, os médicos não conseguem desempenhar de maneira adequada o seu papel, o que gera insatisfação por parte dos pacientes.
Diante de tantos desafios, os médicos merecem que o 18 de outubro seja uma data para o reconhecimento desse profissional e de sua importância para a sociedade. Também é um momento para pedir maiores investimentos na saúde e garantia de condições adequadas de trabalho.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016


O que é o câncer de mama?
O câncer de mama representa o principal tipo de câncer na mulher. Este geralmente apresenta um bom índice de cura, principalmente quando diagnosticado em sua fase precoce. 
Geralmente o tumor se inicia na mama, pode atingir a axila e até mesmo aparecer em outros órgãos, fato que chamamos de metástases.
A extensão do tumor determina a forma de tratamento. Assim estimula-se a medidas de autocuidado da mama como o autoexame e a mamografia.


Quais os principais fatores de risco?
Os principais fatores de risco constituem o sexo feminino, a idade (> 50 anos), história familiar (primeiro ou segundo grau direto) ou pessoal: ausência de filhos, primeira gravidez após os 30 anos, uso de hormônios externos, consumo de álcool, doença mamária prévia, radiação torácica e obesidade. 
Geralmente a possibilidade da população geral de desenvolver câncer de mama é de 1 em cada 10 mulheres ao longo de suas vidas, porém outro número a se considerar é que em geral a taxa anual é de 50 casos para cada 100.000 mulheres/ ano. O câncer de mama também acomete os homens, no entanto é raro, representando apenas cerca de 1% dos casos.
A associação de riscos eleva a possibilidade de câncer, mas esta não é uma condição absoluta. É necessário saber que riscos existem, porém deve-se principalmente ficar atento aos cuidados com a mama.


Quais são os sinais e sintomas?
Geralmente o câncer de mama aparece como uma massa ou tumoração palpável Esse material é encaminhado para a biópsia a fim de confirmar o diagnóstico. O fato é que nem toda a massa é câncer, porém na presença de uma massa ou tumoração mamária a mulher deve procurar um ginecologista ou mastologista.
Outros sintomas menos frequentes constituem o endurecimento mamário, a presença de secreção pelo mamilo com aspecto de água de rocha ou sangue e o aparecimento de gânglios axilares.


Como prevenir este tipo de câncer?
A melhor maneira de se prevenir constitui a realização de medidas de autocuidado da mama. Assim sugere-se a realização do autoexame da mama mensalmente, o qual deve ser realizado pelo menos uma semana após o período menstrual. Na presença de alguma anormalidade, um médico deverá ser procurado. 
A principal maneira de se prevenir o câncer de mama é a realização do exame de mamografia. Esse exame favorece o diagnóstico precoce e a elevação nas taxas de cura. Assim sugere-se a realização do exame de mamografia de maneira regular (anualmente) a partir dos 40 anos de idade.


Como é o tratamento?
O tratamento é multidisciplinar. Assim geralmente a mulher será tratada com um cirurgião, um oncologista clínico e um radio-oncologista. A ordem do tratamento depende das condições em que o tumor foi diagnosticado.
No que se refere ao tratamento cirúrgico pode-se retirar toda a mama ou parte dela, da mesma forma que na axila, onde pode-se realizar a retirada de um linfonodo (linfonodo sentinela), ou a retirada de todos os linfonodos. O tratamento depende das características do tumor quando se realizou o diagnóstico. 
No que se refere a oncologia clínica, a paciente poderá ser submetida a um tratamento após a cirurgia (tratamento adjuvante), ou antes da cirurgia (tratamento neoadjuvante). Da mesma forma pode ser submetida a quimioterapia, hormonioterapia e tratamento alvo-específico. Tudo depende das características do tumor. 
O mais importante a se saber sobre o tratamento constitui o fato que este se tornou multidisciplinar e multimodal (com a participação de vários profissionais), fato este que tem elevado as taxas de cura.


Como realizar a prevenção do câncer de mama?

O câncer de mama na verdade ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado o mais cedo possível. Para isto recomenda-se que as mulheres conheçam seu corpo desde que apresentem o crescimento das mamas na adolescência. O auto-exame das mamas, hoje em dia, deve ser chamado de auto-cuidado, e pode ser feito pelo menos uma vez ao mês, preferencialmente no mesmo dia do mês para que as mulheres se familiarizem com suas mamas.

Após os 40 anos, a mamografia começa a ser um exame importante para a detecção da doença e recomenda-se que seja feito pelo menos uma vez por ano a partir daí. Todas as mulheres deveriam procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual durante sua vida, mas principalmente a partir dos 40 anos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016


O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. 

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org). 

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org). 

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente. 

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.
 primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 Mmdc , o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura. 

Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.