sexta-feira, 9 de março de 2018

O que é Leucemia, tipos, sintomas, tratamento, tem cura?


A leucemia é um câncer maligno que começa na medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas. Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células acometidas, o que faz com que  se reproduzam descontroladamente, gerando sintomas e sinais da doença.
A leucemia se divide em duas categorias: mielóide e linfóide. A primeira citada é derivada da célula-tronco mielóide e pode ser o granulócito, basófilo, monócito, eosinófilo ou eritrócito. Já no caso da linfóide, o linfócito é a célula doente.
Existe, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células. Quando a divisão é rápida, é conhecida como leucemia aguda; já quando a divisão é lenta, é conhecida como leucemia crônica. A leucemia crônica se desenvolve lentamente e as células envolvidas são parecidas com a célula normal, permitindo que os pacientes, mesmo doentes, consigam manter algumas funções normais no organismo. A leucemia aguda, por sua vez, possui a progressão rápida e afeta as células jovens que ainda não foram completamente formadas (blastos), comprometendo suas funções e a capacidade de defesa do organismo.
São existentes 4 tipos de classificação para a leucemia, além de 4 subtipos:

Leucemia mielóide aguda (LMA)

Esse tipo de leucemia pode ocorrer em qualquer pessoa, mas as que mais sofrem são as que possuem mais de 65 anos. Ainda não foi descoberto o motivo do surgimento dessa doença.
A principal característica é a produção de blastos que células imaturas, glóbulos brancos que são responsáveis por combater infecções. Essas células são produzidas de forma involuntária e a sua função de combater as infecções, vírus e bactérias se tornam nulas.
Quando há uma grande quantidade de blastos na medula óssea, as formações dos outros componentes do sangue são bloqueadas (plaquetas e glóbulos vermelhos). Pela característica da leucemia aguda possuir rápido desenvolvimento, é importante que o tratamento seja feito no início.

Leucemia mieloide crônica (LMC)

A leucemia mieloide crônica é um tipo de câncer não hereditário que ocorre na medula óssea e, principalmente, em pacientes com a média de idade de 50 anos. O motivo da doença acontecer ainda não é conhecido, mas é sabido que a doença é adquirida ao longo da vida.
Esse tipo de leucemia se difere dos outros por conta de uma anormalidade genética que ocorre nos glóbulos brancos, conhecida como cromossomo Ph+. Os humanos possuem 22 pares de cromossomos somados aos 2 cromossomos sexuais, totalizando 46 cromossomos, e, quando a doença surge, ocorre uma translocação em dois cromossomos (fusão de uma parte de um cromossomo em outro). Os pares de cromossomos em que isso ocorre são 9 e 22, caracterizando a doença.
Acredita-se que 7 a cada 10 pacientes conseguem se livrar da doença completamente.

Leucemia linfoide aguda (LLA)

Esse tipo de câncer é o mais comum entre as crianças. A doença não é hereditária, mas também ainda não é conhecida a sua causa. Sabe-se que 9 entre 10 crianças conseguem a cura da leucemia linfoide aguda.
A doença ocorre quando as células-tronco responsáveis pela origem dos componentes do sangue sofrem alterações. Esses componentes do sangue são os responsáveis por combater infecções, impedir hemorragias e também fazer a oxigenação do organismo.
As células param de funcionar e se reproduzem de forma muito rápida, pelo fato da doença ser aguda. Esse tipo de leucemia afeta as células que ainda estão sendo formadas, comprometendo as células sanguíneas. A evolução da doença é rápida, por isso é muito importante que o diagnóstico seja dado rapidamente.
Apesar de a doença ser encontrada na maioria das vezes em crianças, os adultos também podem sofrer com esse tipo de leucemia. Nesses casos, metade dos pacientes conseguem se curar do problema.

Leucemia linfoide crônica (LLC)

Esse tipo de leucemia costuma afetar pessoas com mais de 50 anos e não há registro de crianças com leucemia linfoide crônica. A doença não é hereditária, mas sim adquirida durante a vida.
Esse é um tipo de leucemia diferente, já que alguns casos não necessitam de tratamento. O problema surge quando os glóbulos brancos se desenvolvem de forma desenfreada e suas funções se perdem. Além disso, a doença é caracterizada como crônica por conta de uma alteração que provoca o crescimento de linfócitos B maduros mas a produção de células normais pode não ser afetada. Ao mesmo tempo em que ocorre uma produção de células com problemas, o processo de fabricação e a maturidade de células “boas” também cresce.

Subtipos

Leucemia linfocítica granular T ou NK:

Afeta linfócitos T ou NK (Natural Killer). É rara, pouco agressiva e indolor.

Leucemia agressiva células NK:

É um linfoma dos linfócitos NK (raro), que pode ser induzido pelo vírus Esptein-Barr. Mais comum em adolescentes e adultos jovens, causa um declínio muito rápido, exigindo rápido início da quimioterapia.

Leucemia de células T do adulto:

É causada pelo vírus linfotrópico da célula T humana (HTLV), um retrovírus semelhante ao HIV, que também afeta os linfócitos T CD4+, mas imortaliza a célula para que produza mais HTLV.

Leucemia de células pilosas:

Um subtipo de leucemia linfocítica crônica, com linfócitos que parecem ter pelos quando observados ao microscópio. Cerca de 80% das pessoas afetadas são adultos do sexo masculino, e não foram notificados casos em crianças.

Causas

Todos os tipos de leucemia citados acima ocorrem por conta de uma alteração genética que não é hereditária e sim adquirida durante a vida. As células sofrem uma alteração genética fazendo com que ocorra uma divisão celular que desativam os genes supressores do tumor. Acontece também a multiplicação desenfreada de uma mesma célula levando ao surgimento do câncer.

Fatores de risco

A causa exata das leucemias ainda é desconhecida, mas sabe-se que existem alguns fatores que facilitam o surgimento do câncer. Eles são:
  • Algumas doenças do sangue, como mielodisplasia e neoplasias mieloproliferativas;
  • Algumas doenças genéticas, como anemia de fanconi, neurofibromatose, síndrome de Down e outras;
  • Exposição a produtos químicos, derivados de benzeno, que podem estar presentes em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos;
  • Tratamento prévio com radioterapia ou quimioterapia;
  • Exposição a radiação ionizante, como observado em pessoas que sobreviveram de vazamento nuclear e bomba atômica.
É preciso deixar claro que, por mais que haja algum fator de risco, não é certo que o paciente terá a doença.
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Quais os sintomas da leucemia?

Hemorragias, infecções e anemias são sintomas comuns da leucemia, por conta do prejuízo causado pela produção de plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos, respectivamente.
A proliferação das células faz com que a medula óssea seja ocupada, não deixando que as células normais se reproduzam, o que pode causar sintomas diferentes:

Síndrome anêmica

Podem aparecer pela diminuição da produção dos eritrócitos pela medula óssea.
  • Tontura;
  • Desmaios;
  • Cansaço;
  • Sonolência;
  • Pouca fome;
  • Emagrecimento;
  • Alopecia;
  • Palidez;
  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade e fraqueza;
  • Palpitação.

Síndrome trombocitopênica

Podem surgir pela diminuição de plaquetas, células muito importantes para a coagulação do sangue, porque evitam o sangramento.
  • Epistaxe;
  • Sangramento gengival;
  • Hematomas que podem aparecer após pequeno trauma ou que aparecem sem trauma algum;
  • Menstruação excessiva;
  • Petéquias dentro da boca;
  • Sangue nas fezes.

Síndrome leucopênica

Sintomas podem aparecer pela diminuição de leucócitos normais, principalmente os neutrófilos, que atuam na defesa do organismo contra infecções.
  • Febre;
  • Língua dolorida;
  • Infecções frequentes;
  • Aftas;
  • Suor excessivo durante a noite;
  • Gânglios linfáticos saltados.
Além desses sintomas, dor nos ossos, aumento do baço, dor nas articulações, problemas nos órgãos e dor no esterno também podem surgir.

A leucemia tem cura?

Sim, a doença possui cura. A maioria dos casos de cura envolve o transplante de medula óssea, mas ela pode ocorrer também através da quimioterapia e da radioterapia.

Diagnóstico

Os médicos especializados para dar o diagnóstico da leucemia são oncologistas ou, então, hematologistas.
Não existe forma de detectar a leucemia precocemente, portanto ficar atento aos sintomas e sinais é a melhor forma de descobrir a doença. Se houver na família crianças com doenças genéticas sinalizadas nos fatores de risco esse cuidado deve ser ainda mais intenso, pois os riscos são maiores. O mesmo é válido para pessoas que trabalham em indústrias químicas ou que já passaram por tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia.
Alguns exames podem ser feitos para que o diagnóstico da doença seja efetivado:

Hemograma e esfregaço de sangue

Esse tipo de exame é feito com uma amostra de sangue e, se houver alterações na contagem dos diferentes tipos de células e na aparência, o médico pode suspeitar de leucemia. Apesar do exame de sangue indicar, somente uma amostra das células da medula pode confirmar o diagnóstico da leucemia.

Biópsia e mielograma

Esse exame é feito através da aspiração de uma parte da medula óssea. Após a anestesia, uma agulha fina é introduzida no interior do osso e uma porção da medula é aspirada. Logo depois é feita a biópsia, retirando pequenas amostras cilíndricas do osso e da medula. Esses dois exames são feitos ao mesmo tempo, na maioria das vezes, geralmente é necessário fazer mais de uma vez esse procedimento a primeira para dar o diagnóstico e a segunda para ver a reação da doença após o tratamento.

Exame de sangue

Os exames de sangue são pedidos pelos médicos para que eles possam verificar a funcionalidade do fígado e dos rins e descobrir se esses órgãos foram afetados durante o tratamento. Além disso, o exame é recomendado para descobrir infecções por conta da fragilidade do sistema imunológico.

Punção lombar

Uma agulha é inserida no interior da coluna vertebral, após a anestesia, e uma amostra do líquido cefalorraquidiano é retirado para descobrir se há células de leucemia presentes.

Biópsias excisional de gânglio linfático

Para a realização deste exame, um gânglio pode ser removido. Além disso,  a biópsia excisional pode ser feita com anestesia local, se o gânglio estiver próximo à pele, ou, então, com anestesia geral  caso não esteja.

Raios-x

Ao realizar o exame de raio-x, o aumento do timo ou dos gânglios linfáticos do tórax pode ser detectado mais facilmente.

Tomografia computadorizada

Esse tipo de exame é realizado para produzir uma imagem detalhada de uma parte do organismo. Imagens de raio-x são produzidas enquanto a máquina gira em torno do paciente. Um contraste pode ser injetado no paciente para que as estruturas do corpo sejam definidas mais facilmente. Para realizar esse exame, o paciente deve ficar imóvel sobre uma mesa por cerca de meia hora. O exame ajuda também a descobrir se o fígado e os rins foram afetados pela leucemia.

Ultra-som

O ultra-som utiliza ondas sonoras para produzir uma imagem dos órgãos internos. Com o instrumento utilizado para realizar o exame, o eco (uma reflexão de som que chega ao ouvinte pouco tempo depois do som direto) é captado e convertido pelo computador em imagem.

Ressonância magnética

A ressonância é feita para verificar se a doença atingiu o sistema nervoso e costuma demorar até uma hora. A ressonância usa ondas de rádio e as que são analisadas são absorvidas e depois liberadas em um padrão dado pelo tipo de tecido do corpo.

Cintilografia óssea

Uma pequena quantidade de um composto radioativo é injetada no paciente e essa substância se acumula em áreas dos ossos atingidas por metástases ou infecções.

Citometria de fluxo

Esse tipo de técnica é usado para analisar células da medula óssea, sangue e nódulos linfáticos, a fim de determinar o tipo de leucemia. As células são tratadas com anticorpos especiais e recebem um feixe de laser. Esses anticorpos se ligam somente a substâncias presentes em alguns tipos de células leucêmicas. Caso a amostra tenha essas células, os anticorpos se ligam a elas e o laser faz com que luzes se emitam, possibilitando com que sejam analisadas pelo computador.
A citometria é usada também para avaliar a quantidade de DNA nas células leucêmicas.

Exame citoquímico

As células da amostra são espalhadas em uma lâmina e expostas a corantes que reagem somente com alguns tipos de células leucêmicas. Dessa forma, esse exame é muito útil para diferenciar os tipos de leucemia.

Exame citogênico ou cariótipo

O estudo detecta alterações que ocorrem nos cromossomos (células normais contém 46 cromossomos). Em alguns tipos de leucemia, um cromossomo aparece ligado a outro, o que é chamado de translocação e que pode ser visto no microscópio. A identificação dessas translocações permite diagnosticar a leucemia mieloide aguda e a leucemia linfoide aguda.

Exame imunocitoquímico

Esse procedimento envolve o tratamento das células obtidas na biópsia com anticorpos especiais. Mas, em vez de usar laser e computador na análise, a amostra é feita com a mudança da coloração das células, o que permite descobrir as diferentes formas de leucemia.

Estudos moleculares

A detecção de alterações cromossômicas e moleculares são feitas com métodos de polimerase em cadeia ou hibridização. Além de diagnosticar, o prognóstico pode ser realizado de acordo com a anomalia encontrada no exame.

Tratamento para leucemia

Assim como a leucemia é separada em 4 tipos, a forma de tratamento também costuma variar de acordo com a causa da doença e suas variações. Geralmente, o tratamento da leucemia linfoide crônica não precisa ser feito imediatamente após o diagnóstico, diferente da leucemia aguda, que precisa de tratamento imediato com a quimioterapia e, até mesmo, o transplante de medula.

Quimioterapia

A principal forma de tratar a leucemia é com a quimioterapia. A forma como ela é feita depende de fatores específicos de cada paciente e será o médico quem avaliará a melhor forma de realizá-la. Esse tipo de tratamento usa produtos químicos para combater as células da leucemia. Dependendo do caso, somente um medicamento é usado, ou então, uma combinação de diversos deles pode ser utilizado para que o tratamento seja feito.

Radioterapia

A radioterapia é utilizada, na maioria das vezes, por pacientes que sofrem da leucemia linfoide crônica, para que as massas linfonodais sejam diminuídas. Ainda, a radioterapia pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea. A radioterapia usa raios-X e outros feixes de alta intensidade para danificar células leucêmicas e inibir o crescimento.

Terapia biológica

Esse tipo de tratamento é feito com terapias que auxiliam o sistema imunológico a atacar e reconhecer células leucêmicas.

Transplante de células tronco

O procedimento é baseado na substituição da medula óssea afetada pelo câncer por uma saudável. Antes que ocorra o transplante, sessões de quimioterapia e radioterapia podem ser feitas para que a medula óssea doente seja destruída. A infusão de células tronco são indicadas para reconstruir a medula.
O médico deve analisar vários fatores até decidir qual a melhor forma de tratar a doença, mas, geralmente, o tratamento é feito para destruir as células causadoras da leucemia, para que a medula óssea volte a produzir células normais. Em alguns casos específicos da doença, o transplante de medula óssea é indicado.

Fases do tratamento

O tratamento pode ser feito em algumas fases. A primeira consiste em atingir a remissão completa, ou seja, a cura que pode ser obtida através da poliquimioterapia. Isso ocorre somente após meses de tratamento e quando exames não demonstram mais anormalidades antes presentes.
Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia, podendo durar menos de um ano nas leucemias mieloides e mais de dois anos nas linfoides. Nelas, outras três fases são conhecidas:

Consolidação

Tratamento intensivo com substâncias não utilizadas anteriormente.

Reindução

Repetição de medicamentos usados na fase de indução da remissão.

Manutenção

Tratamento mais brando e contínuo que pode durar vários meses.
Em casos de poliquimioterapia pode ser necessário internamento do paciente por conta de infecções que podem ocorrer por causa da queda de glóbulos brancos que acontecem durante o tratamento.

Medicamentos para leucemia

É muito importante deixar claro que a automedicação não deve nunca ser feita. Caso seja feita, os sintomas podem piorar e complicações surgirem. Não interrompa o uso do medicamento sem orientação médica.
NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Como conviver com o problema?

No primeiro momento, o diagnóstico da leucemia pode se tornar um terror para os familiares e para o paciente, mas com o passar do tempo as pessoas aprendem a lidar com o problema.
É indicado estudar sobre a doença que tem para conseguir debater com o médico sobre o tratamento, sintomas, diagnóstico e também para que ele possa sanar suas dúvidas.

Familiares

Manter os familiares e amigos por perto é fundamental para que a doença seja encarada de forma mais leve. As relações estreitas faz com que o suporte seja maior e o apoio emocional nessa hora é fundamental.

Grupos de apoio

Frequentar grupos de apoio pode ser reconfortante para o paciente, dividir suas dúvidas, angústias e medos com pessoas que passam pela mesma situação. Isso pode trazer grande alívio aos pacientes.

Melhorando os sintomas

Para evitar enjoos, náuseas e vômitos é essencial que o paciente mantenha uma dieta equilibrada e evite a desidratação. Alimentar-se várias vezes ao dia em pequenas porções pode ser uma boa opção para evitar o problema.
roblemas como falta de sono, cansaço e dores podem ser tratadas com adequação no horário de deitar e levantar. Criar uma rotina é importante para que o cansaço seja controlado e para que o sono seja estabilizado.
Hoje em dia, leucemia não é uma sentença de morte, pois é possível conviver com o problema. Graças ao avanço da tecnologia e da ciência, a cura pode ocorrer nos 4 tipos de leucemia.

Prevenção

A única forma de prevenir a doença é evitar os fatores de risco que aumentam a possibilidade da doença surgir. Mas, como já citado, os fatores de risco não garantem a doença, apenas aumentam as chances da doença surgir.

Leucemia é um tipo comum de câncer. Informar-se sobre a doença é fundamental para entender o que se passa na cabeça de um paciente e também para conseguir auxiliá-lo. Compartilhe com seus amigos para que eles também consigam ajudar outras pessoas.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.
LEIA MAIS   Lições para educar crianças com igualdade e respeito

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).
No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sobre o Câncer de Pele Melanoma

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O melanoma é um câncer que se origina e desenvolve nos melanócitos. Como a maioria das células do melanoma produz melanina, geralmente os tumores são de cor marrom ou preta. No entanto, alguns melanomas não são pigmentados, podendo ser de cor rosa, bege ou branco.
O melanoma pode se desenvolver na pele de qualquer parte do corpo, mas é mais propenso a aparecer em locais como o tronco (local mais comum em homens), as pernas (local mais frequentemente nas mulheres), o pescoço e o rosto.
Pessoas com pele mais pigmentada têm um risco menor de melanoma nos locais mais comuns, mas qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de câncer nas palmas das mãos, plantas dos pés, e sob as unhas. Os melanomas nessas áreas respondem por uma porcentagem muito maior de casos em pessoas de raça negra do que em pessoas de raça branca.
Melanomas também podem se formar em outras partes do seu corpo, como olhos, boca, órgãos genitais e região anal, mas estes são muito menos frequentes do que o melanoma da pele.
O melanoma é menos comum do que o câncer de pele não melanoma de células escamosas e basocelular, mas é mais agressivo. Assim como o basocelular e o de células escamosas, o melanoma é quase sempre curável em seus estágios iniciais. Mas, é muito provável que se dissemine para outras regiões do corpo se não for diagnosticado precocemente.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Porque 1° de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids?

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O Dia Mundial da Luta Contra AIDS é um dia que, cada ano, deve servir para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento de comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.
O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS dá a ocasião de se falar da infecção por HIV e da AIDS, de se ocupar das pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, e de se saber mais sobre esta doença. Este dia internacional de ação coordenada contra a AIDS constitui já um evento anual na maior parte dos países.
Evocando as atividades de luta já em curso e encorajando novas iniciativas, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS contribui para edificar uma ação durável contra a AIDS.
A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre uma das doenças que mais mata no mundo: a AIDS.
Não apenas informar as pessoas sobre os sintomas, perigos e formas de se prevenir da doença, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS também tem a função de auxiliar no combate contra o preconceito que os portadores de HIV - vírus humano de imunodeficiência - sofrem na sociedade por causa da doença.
A sigla AIDS vem do inglês Acquired immunodefiecience syndrome, que em português significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”.
O vírus da AIDS (HIV) destrói as células brancas do organismo, responsáveis em proteger e combater doenças no corpo humano.
Com a destruição das defesas do organismo, o corpo fica bastante fragilizado e propício a ser atacado por inúmeras doenças, como pneumonias, infecções, herpes e até mesmo alguns tipos de câncer.
A AIDS pode ser transmitida através do contato de fluídos corporais do infectado com o sangue de uma pessoa saudável, por meio de relações sexuais sem preservativo (camisinha), transfusões de sangue ou compartilhamento de seringas e agulhas.
Atenção: beijos de língua, abraços ou contatos com a pele da pessoa portadora de HIV não transmite a doença!
A doença não tem cura, mas pode ser tratada com coquetéis antiaids, quando diagnosticada a tempo, melhorando a qualidade de vida do infectado.

Origem do Dia Mundial da Luta contra a AIDS

O Dia Mundial de Luta contra a AIDS foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma Assembleia realizada em outubro de 1987.
O governo brasileiro, através do Ministério da Saúde, começou a promover campanhas de apoio ao Dia Internacional de Luta contra a AIDS desde 1988.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Vem aí o Dezembro Laranja, mês de prevenção ao câncer da pele!

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Com a mensagem “Se exponha mas não se queime”, a Sociedade Brasileira de Dermatologia enfatiza a importância de hábitos cotidianos para a prevenção ao câncer da pele
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem mais de 176 mil casos de câncer da pele, o de maior incidência no país. Atenta a esse alto índice, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desenvolve, desde 2014, o movimento Dezembro Laranja, com a promoção de uma série de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, incluindo a importância da fotoproteção para a redução dos riscos. Este ano, pela primeira vez, a campanha continua durante todo o verão, trazendo diferentes ações na internet, ruas, praias e parques.
Sob o slogan “Se exponha mas não se queime”, a campanha pretende conscientizar e educar as pessoas sobre os riscos do câncer da pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção, lembrando que filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta. A mensagem visa atingir, sobretudo, quem trabalha sob o sol ou ao ar livre e as pessoas em seu cotidiano profissional e em momentos de lazer.
“Queremos divulgar para a grande população, especialmente para os trabalhadores que desempenham suas funções expostos ao sol, como carteiros, vendedores ambulantes, operários da construção civil, feirantes e outros, esse conjunto de atitudes, essenciais para que essa exposição prolongada não traga problemas de saúde”, afirma o presidente da SBD, José Antonio Sanches.
A recomendação é de que usem equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. A hidratação constante também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, sem esquecer de evitar os horários de maior insolação: de 10h às 16h.
Entre as iniciativas previstas, estão a divulgação de peças publicitárias na internet (Facebook, Instagram e site), com concentração durante o mês de dezembro, que alertam sobre a incidência do câncer da pele. As peças virão marcadas com a hashtag #DezembroLaranja e #ControleoSol. O público interessado poderá divulgar a campanha nas redes sociais, customizando a foto de perfil, postar o texto com fundo laranja no Facebook ou usar o filtro laranja do Stories no Instagram.
Assim como em anos anteriores, personagens e lideranças em suas áreas de atuação participarão do movimento vestindo a cor laranja e monumentos nacionais serão iluminados com a cor símbolo da campanha, frisando o compromisso com a prevenção e medidas protetoras.
Para saber mais sobre a campanha, acesse: www.dezembrolaranja.com.br
Mutirão nacional de atendimento, prevenção e combate ao Câncer da Pele acontece no dia 2 de dezembro
A primeira ação do Dezembro Laranja ocorrerá no dia 2 de dezembro, sábado (de 9 às 15h), quando cerca de três mil dermatologistas voluntários prestarão atendimento, esclarecimento e aconselhamento quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas, gratuitamente, em cerca de 130 postos de atendimento em todo o Brasil.
Para conhecer os postos de atendimento, acesse: http://www.sbd.org.br/controleOsol/exame-preventivo-gratuito/
Essa é a 18a edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo Sergio Palma, vice-presidente da SBD, “é um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, declara o médico.
Desde a sua implementação, em 1999 a campanha da SBD atingiu 566.873 pessoas. Em 5 de dezembro de 2009, a SBD recebeu a certificação do Guinness World of Records por ter promovido a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção ao câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.
Sobre o câncer da pele
O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.
Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.
A regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.
ABCDE da pinta:
Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.
Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.

Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.
Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.
Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.
Outra forma de avaliar o risco da doença é através da “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”, também disponível no site - http://www.sbd.org.br/controleOsol/calculadora/
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não conseguimos ver sozinhos. Ao se expor, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.
Previna-se
– Evite o sol entre 10h e 16h
– Aplique o protetor solar diariamente (fator de proteção de no mínimo 30) e repita a aplicação a cada 2 horas
– Use camiseta, chapéu de abas largas, sombrinha e guarda-sol
– Não se esqueça dos óculos escuros, de preferência com lentes de boa qualidade

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Câncer de Próstata diagnosticado no inicio pode ter 90% de chance de cura

O Câncer de Próstata é o segundo que mais mata o homem, ficando atrás apenas
do câncer de pulmão.
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Um em cada sete homens no Brasil terá câncer de próstata. Essa é a doença mais comum entre os homens que já passaram dos 50 anos e mata um brasileiro a cada meia hora. Por isso, é muito importante fazer os exames periódicos.Segundo o oncologista Fernando Maluf, quem faz o exame tem de 80% a 90% de chance de cura. O urologista Miguel Srougi explicou no Bem Estar desta segunda-feira (6) qual o melhor método para diagnosticar um tumor (PSA ou toque retal) e falou sobre reposição hormonal.O câncer de próstata é o segundo que mais mata os homens, ficando atrás somente do câncer de pulmão. Nas fases iniciais, ele não dá sintomas, mas com o tempo o tumor cresce e pode provocar sangramento, obstrução do jato urinário e dor pélvica.O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pelo tecido prostático normal ou pelo tumor. Ele é medido através de exame de sangue, que deve ser feito anualmente por homens a partir dos 50 anos, pois é um marcador importante para o diagnóstico de câncer de próstata. No entanto, ele deve ser feito sempre em conjunto com o exame físico (toque retal), porque ele não é 100%. O PSA não elimina exame de toque retal.Homens que pensam em fazer reposição hormonal precisam fazer o exame de PSA e toque retal para descartar a possibilidade de câncer. O urologista lembra que a testosterona não causa o câncer, mas acelera o crescimento de quem já tem um câncer.Os homens devem começar a monitorar a próstata a partir dos 50 anos. Pessoas com histórico familiar ou homens negros devem começar a partir dos 45 anos. Quem faz exames periódicos tem de 80% a 90% de chance de cura e quando a descoberta vem tarde, as chances caem para 30%.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Novembro Azul: câncer de próstata pode levar à infertilidade

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O câncer de próstata é o 2 º tumor mais comum em homens brasileiros; técnicas de reprodução assistida podem auxiliar homens que ainda desejem ter filhos após diagnosticada a neoplasia.


O câncer de próstata?— a doença acometeu cerca de 61 mil homens no ano de 2016 no Brasil, segundo dados do INCA (Instituto nacional do Câncer), pode levar a infertilidade. Isto acontece porque a neoplasia e os tratamentos possíveis, como radio, hormonioterapia e ou quimioterapia afetam a função da glândula masculina, responsável por produzir compostos importantes do líquido seminal que nutre os espermatozoides. 
Além disso, a depender do caso, o médico especialista pode indicar a retirada cirúrgica da glândula. “Sem a próstata, a produção do líquido seminal é afetada, ou seja, o homem fica infértil. Em casos em que não é preciso retirar a glândula, o tratamento pode eliminar a produção dos espermatozoides”, explica o urologista Joseph Monteiro, certificado em reprodução assistida pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).? 
O médico afirma que, em ambos os casos, as técnicas de reprodução assistida podem permitir que o homem que deseja ser pai tenha a sua fertilidade preservada. “Uma possibilidade é congelar o semen em uma clínica de reprodução, antes da radioterapia. Nos casos cirúrgicos, além da possibilidade do congelamento antes da cirurgia, ainda é possível obter posteriormente os espermatozoides diretamente do testículo para o processo de fertilização in vitro, no qual o óvulo é fecundado no laboratório e o embrião é transferido para o útero”, exemplifica.?? 
A DOENÇA –?O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente em homens no Brasil, ficando atrás apenas dos tumores de pele. Apesar de ser uma doença mais frequente após os 65 anos de idade, estão aumentando os casos a partir dos 50 anos de idade. “Acredita-se que essa redução da idade é causada por equipamentos de exame mais sensíveis, mas também por conta da maior conscientização do risco do câncer prostático através de campanhas, como por exemplo, o Novembro azul. Com isso, e o aumento da expectativa de vida na população, é possível detectar a doença em pacientes que ainda desejem ter filhos. Por isso é importante que saibam da possibilidade de optar pela reprodução assistida, antes mesmo que se inicie o tratamento”, reforça.
Em sua fase inicial, quando o tratamento curativo é possível, o câncer de próstata é uma doença silenciosa, praticamente sem sintomas. Com seu avanço podem surgir dificuldade em urinar, perda do controle urinário, vontade frequente de urinar, principalmente à noite, sangramento ao urinar ou ao ejacular. Em casos mais avançados, podem surgir sinais como a obstrução do aparelho urinário, dores abdominais, perda de peso e apetite, anemia, cansaço e dores ósseas. 
DIAGNÓSTICO –?De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). 
“Homens com histórico familiar de câncer de próstata ou negros (em que a doença costuma ser mais agressiva), devem procurar um urologista após os 45 anos. Para os demais, a idade inicial é 50 anos. Nessa fase, é possível suspeitar da doença por meio de exames de sangue (dosagem de PSA), toque retal e confirmar seu diagnóstico por biópsia, quando indicado”, conclui.?