terça-feira, 7 de agosto de 2018

Agosto Verde: linfoma pode ser diagnosticado precocemente e tratado com a ajuda da Medicina Nuclear

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O linfoma é um câncer que afeta o sistema imunológico e se divide em dois grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin, que abrange mais de 40 tipos de tumores – as diferenças entre eles está nas características das células malignas e essa diferenciação só é possível após a biópsia e análise das células cancerígenas.
No Brasil, a condição ainda causa muitas dúvidas e por isso a Campanha Agosto Verde foi criada para conscientizar a população sobre a doença, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce e as opções de tratamento e cura disponíveis. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento.
Como a Medicina Nuclear pode ajudar
O aumento indolor dos linfonodos (ou ínguas) em diversas partes do corpo como pescoço, porção superior do peito, interior do tórax, axilas, abdome ou virilha, estômago, pele, cavidade oral, intestino delgado e sistema nervoso central (SNC), é um sintoma do linfoma. Mais comum na idade adulta jovem (entre 25 e 40 anos), a doença tem tratamento e chances de cura, principalmente com um diagnóstico precoce.
A Medicina Nuclear tem um papel fundamental na identificação e tratamento dos linfomas, pois permite a caracterização funcional de tecidos, informações úteis no seguimento e avaliação de resposta terapêutica dos pacientes. Um dos principais métodos utilizados é um exame conhecido como PET/CT.
“Ao permitir a caracterização funcional e metabólica dos tecidos, a Medicina Nuclear complementa os dados anatômicos de outros métodos de imagens e, desta forma, auxilia no diagnóstico, acompanhamento e otimização do tratamento dos pacientes com linfoma”, explica o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP (www.dimen.com.br).
PET/CT com rádiofármaco 18F-FDG
O exame de PET/CT reúne uma Tomografia por Emissão de Pósitrons e uma Tomografia Computadorizada com radiofármacos que são captados pelas células cancerígenas. Com isso, o PET/CT consegue localizar os sítios de concentração do câncer, pela incidência do radiofármaco no organismo.
Para a identificação do linfoma, o radiofármaco utilizado é o 18F-FDG, administrado na veia do paciente, que é constituído por uma molécula com estrutura química muito semelhante à glicose, sendo o radiofármaco mais utilizado em oncologia, uma vez que as células da maior parte dos tumores malignos expressam aumento da concentração de glicose.
De acordo com George Coura, o PET/CT pode ajudar a avaliar se a doença evoluiu para determinar qual o melhor tratamento para combater o câncer e garantir maior qualidade de vida ao paciente. “Esta tecnologia nos permite conhecer a localização exata do câncer e determinar sua extensão, o que possibilita escolher o tratamento correto para o tipo de lesão”, explica o especialista. O tratamento do linfoma de Hodgkin, por exemplo, consiste em quimioterapia e radioterapia. Já para o linfoma não-Hodgkin pode ser tratado com o uso de um anticorpo monoclonal em combinação com quimioterapia (esquema conhecido como R-CHOP).
Sobre a DIMEN
A DIMEN – referência em medicina nuclear no país, com mais de 36 anos de atuação – possui doze unidades no interior de São Paulo e Minas Gerais. No Brasil, é pioneira no uso de cirurgia radioguiada e na tecnologia PET-CT. A nova unidade na capital paulista está localizada na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 325, Vila Mariana. A DIMEN é a primeira clínica de Medicina Nuclear da América Latina a receber o certificado “QMentum International”, do Conselho Canadense de Acreditação de Serviços de Saúde (Canadian Council on Health Services Accreditation – CCHSA), com critérios internacionais de performance em qualidade e segurança, concedido a todas as unidades no último ano.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Câncer de cabeça e pescoço é um dos tumores mais frequentes em homens

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Câncer de cabeça e pescoço é o nome que se dá ao conjunto de tumores que se manifestam na boca, na faringe e na laringe, entre outras localizações da cabeça e do pescoço. Embora diferentes tipos de tumores possam se desenvolver nessa região, o carcinoma epidermoide é o mais frequente. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em geral os tumores de cabeça e pescoço são mais frequentes em homens na faixa dos 60 anos de idade e representam o segundo tipo da doença com maior incidência na população masculina e o quinto mais comum entre as mulheres.
“Feridas de difícil cicatrização na boca ou na garganta, dor na garganta, dificuldade para engolir, sangramento ou dor ao escovar os dentes, rouquidão e nódulos no pescoço podem ser um sinal de alerta para a doença”, afirma o oncologista do Hospital Sírio-Libanês, dr. Gilberto de Castro Junior. Se em um prazo de 30 dias esses sintomas não desaparecerem, ele aconselha que a pessoa procure um médico.
Como se prevenir do câncer de cabeça e pescoço
  • Evite o tabagismo.
  • Evite o consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
  • Vacine-se contra o papilomavírus humano (HPV).
  • Use preservativos.
  • Mantenha uma boa higiene bucal.
  • Consulte-se regularmente com um dentista.
  • Tenha uma alimentação equilibrada.
Os tumores de cabeça e pescoço estão relacionados ao tabagismo, ao consumo de bebidas alcoólicas e a infecções pelo papilomavírus humano (HPV), vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais que atinge a pele e as mucosas. Segundo o dr. Castro, a relação entre o HPV e o câncer de cabeça e pescoço vem se tornando cada vez mais comum, sendo observada em 10% a 30% dos casos. “Por isso, a vacinação contra o HPV é fundamental”, afirma. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos já podem tomar a vacina gratuitamente no Sistema Único de Saúde. Para os portadores de HIV, a faixa etária é mais ampla, de 9 a 26 anos. Outros grupos etários podem dispor das vacinas em serviços privados, se indicado por seus médicos.
Diagnóstico precoce
A realização de campanhas de conscientização, como o Julho Verde, mês em que é comemorado o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço, no dia 27 de julho, tem o objetivo de disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce desse tipo de câncer.
Quando diagnosticado logo no início, as chances de cura podem chegar a 80%. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica — que muitas vezes pode ser realizada por um médico ou dentista, sem necessidade de equipamentos especiais —, além de biópsia e exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons (PET, do inglês positron emission tomography).
O tratamento, dependendo de localização, características e extensão do tumor, pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, realizadas isoladamente ou em combinação. Após a identificação do câncer, é feita uma avaliação para verificar se o tumor é operável ou não, e então planejar o tratamento, que é multidisciplinar. “Além do oncologista, o paciente passa a ser acompanhado por fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, entre outros profissionais”, conclui o médico.
O Hospital Sírio-Libanês, referência em oncologia no Brasil, realiza investimentos continuados para que os melhores recursos tecnológicos estejam disponíveis para acompanhar a evolução no tratamento e no diagnóstico do câncer. Um novo serviço de patologia, uma nova unidade para transplante de medula óssea e a aquisição de um acelerador linear para radioterapia são alguns dos investimentos que vêm se traduzindo em melhores resultados para os pacientes.
O Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês oferece ao paciente oncológico um tratamento multidisciplinar, ainda mais fundamental nos casos de câncer de cabeça e pescoço. Apesar de os médicos terem um papel central e decisivo ao longo de todo o tratamento, outros profissionais são essenciais para garantir a qualidade da assistência. Equipes de enfermagem, farmácia, nutrição, fisioterapia, odontologia, entre outros, unem esforços para dar a cada paciente o melhor tratamento possível.
Além disso, o paciente conta com um Centro de Diagnósticos que oferece mais de 2 mil tipos de exames. Entre eles estão os de imagem e os de análises clínicas, que contribuem para a detecção precoce da doença, o que é um diferencial para o bom prognóstico do tratamento.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Sociedade lança Julho Verde, pela prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço

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O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer.
Em apoio à campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta, a SBCCP e seus institutos parceiros chamam a atenção de toda a população para a importância dessa prevenção e a urgência de implementação de políticas públicas por parte das autoridades de saúde.
A infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído, nos últimos anos, com o aumento na incidência desta doença, segundo a SBCCP. “A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe. Uma das formas
de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Fernando Walder, presidente da SBCCP.

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.
“O número parece pequeno, mas em um contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Leandro Luongo de Matos, membro da SBCCP.
Em prol dessa ação, a proposta é utilizar a cor verde e a hashtag #julhoverde para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas.

Alerta
O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Segundo levantamento do Inca, o câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.
Outro alvo também atinge fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas. Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (menores que 45 anos), sem a exposição a estes fatores, com tumores originados pelo HPV.
Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Saiba quando suspeitar do câncer de endométrio

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Ainda que silencioso, o câncer de endométrio dá sinais que podem ser identificados? Ele ocorre em 95% dos casos de cânceres de útero e, em geral, atinge mulheres acima de 55 anos. Sangramento vaginal, dor pélvica e dor na relação sexual são alguns dos sintomas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 6 mil casos da doença para 2018 no Brasil.
O desenvolvimento do câncer de endométrio causa, em 90% das pacientes, sangramento vaginal. Michelle Samora, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, de São Paulo, alerta que o mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais e entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado.
Entre os fatores de risco para o câncer de endométrio destacam-se: a menopausa tardia, a primeira menstruação precoce, nunca ter tido filhos, uso de reposição hormonal, obesidade, diabetes e síndrome do ovário policístico.
É importante prestar atenção aos sinais do corpo e procurar ajuda médica, em qualquer idade, no caso do aparecimento dos seguintes sintomas:
Sangramento vaginal: é o principal sintoma de câncer de endométrio. Na pós-menopausa pode ter outras causas, como atrofia (afilamento) do endométrio ou uso de reposição hormonal. Entre 50 e 59 anos, 9% das pacientes com sangramento vaginal são diagnosticadas com câncer de endométrio. Acima dos 80 anos, o sangramento vaginal é causado pelo câncer de endométrio em 60% das pacientes. Qualquer sangramento vaginal, em qualquer idade, deve ser um sinal de alerta e necessita de avaliação médica. Segundo Michelle, a chance de se tratar de câncer de endométrio aumenta com o avançar da idade.
Dispareunia (dor durante a relação sexual): a doença também provoca incômodos durante as relaçõessexuais, o que causa desconforto físico e retração do desejo sexual. Este sintoma pode estar presente em fases avançadas da doença.
Dor pélvica: as cólicas também podem ser um sintoma, que pode estar presente em fases avançadas da doença. Nenhuma dor deve ser ignorada.
A oncologista enfatiza que essa é uma doença com até 80% de chance de cura, dependendo do caso. As opções de tratamento do câncer de endométrio dependem do tipo e estágio da doença. A maioria das mulheres é diagnosticada em fases iniciais, com 85% das pacientes diagnosticadas em estágio 1 ou 2. O tratamento nessa fase da doença, geralmente envolve a retirada cirúrgica do útero, ovário e tuba uterina.
Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva, por videolaparoscopia ou robótica, é segura e com excelentes resultados oncológicos. “O mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais, entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado e que o acompanhamento ao ginecologista, mesmo depois da menopausa, deve ser regular”, enfatiza a especialista.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

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Superação a cada dia



Para quem vê de longe, a batalha contra o câncer parece assustadora – e é. O que a maioria das pessoas não sabe é que, mesmo depois que alguém vence a doença, os desafios continuam, por vários motivos. Efeitos colaterais de medicamentos que precisam ser tomados durante anos, insegurança e medo de que a doença volte, fadiga crônica em determinados horários do dia, impacto econômico causado pelo tratamento – que pode ser devastador para o equilíbrio financeiro –, sequelas emocionais causadas pelo abandono do companheiro, da família e dos amigos, já que nem todos têm a sorte de contar com amor incondicional nesse momento tão delicado.
Entre 2014 e 2015, nada menos do que 576 mil brasileiros ouviram do seu médico a frase fatídica: “Você está com câncer”, aponta a Estimativa 2014 — Incidência de Câncer no Brasil, produzida pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Mas o diagnóstico é apenas o começo de uma árdua batalha, que, segundo quem já passou pela experiência, não termina nunca. A estimativa do Inca é que em 2016 o Brasil deverá registrar outros 596 mil casos de câncer, 295,2 mil entre homens e 300,8 mil entre mulheres.

“Minha vida mudou”, “sinto-me mais insegura”, “infelizmente, muitos amigos e familiares se afastaram”, “não sou mais a mesma”, “não posso falar da doença que sinto uma coisa ruim e me dá vontade de chorar”, “por causa da medicação de controle sinto dor, tenho hemorragias”, “tenho medo de a doença voltar”, “pela manhã estou ótimo, mas à tarde sinto muita fadiga”, “fisicamente, sou outra pessoa”, “às vezes, preciso pegar no tranco”, “a faxina que eu dava em um dia, hoje leva três dias”, “perdi tudo o que tinha”... são frases comuns de se ouvir de quem passou pela turbulência causada pela descoberta e tratamento de um tumor maligno.

CURA 
Para atenuar essa dor, o único remédio é o amor. o amor e o carinho são fundamentais durante o tratamento. O amor é cumplicidade, doação e entrega. É admiração e sentir vontade de estar por inteiro com o outro. Quando existe amor de fato, a fé permanece e se estabelece a superação.

Fé acima de tudo Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, pessoas que passaram por um câncer e venceram a doença são chamadas pelos médicos de “sobreviventes”, por, na maioria das vezes, carregarem tanto sequelas físicas quanto psicológicas. Retirada das mamas, impotência, cicatrizes, limitação de movimentos, transtorno de estresse pós-traumático, medo, insegurança, perda de patrimônio e irritabilidade são rastros deixados pelos tumores malignos naqueles que se sentem vencedores simplesmente por continuarem vivos. De acordo com o oncologista Marcos André Portella, estudos mostram que cerca de 25% dos pacientes acabam o tratamento com sequelas físicas e outros 10% com traumas psicológicos, entre eles, fadiga, insônia e depressão.
udo isso afeta não só o paciente, mas a família e os relacionamentos amorosos, já que ele vê a sua vida íntima paralisada, uma vez que todas as atenções estão voltadas para o tratamento e para a cura. Por isso, é preciso um tratamento interdisciplinar, que leve em conta não só os cuidados médicos, mais do que necessários, mas apoio psicológio e nutricional. “Tudo isso ajuda a tratar o paciente como um todo, já que, depois da doença, muitas vezes existe mais um desafio, que é a necessidade de mudar de vida, como deixar o cigarro, perder peso, reduzir o consumo de bebida alcoólica, mudar a alimentação”, observa Portella. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Câncer de ovário alertar mulheres sobre os sintomas da doença é fundamental.

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No mundo, são quase 250 mil mulheres diagnosticadas anualmente e o câncer do ovário causa 140 mil óbitos por ano. Ao contrário de alguns tipos de câncer,  países desenvolvidos e subdesenvolvidos têm os mesmos índices das doenças.
Devido a algumas de suas características, este tipo de câncer é frequentemente chamado como o câncer “silencioso”. Segundo o ginecologista oncológico do Hospital de Câncer de Barretos, Dr. Ricardo dos Reis, “este termo pode ser usado, pois nos estágios iniciais desta doença a paciente não apresenta sintomas ou são confundidos com outros problemas de saúde. Além disso, ainda não existe nenhuma forma efetiva de detecção precoce do câncer de ovário até este momento. Estudos foram feitos usando marcadores séricos (testes de sangue) e com o uso de ultrassom transvaginal para avaliar os ovários, porém nenhuma das formas isoladas ou em conjunto mostraram eficácia em termos de detecção precoce deste câncer ainda”.  
Sintomas
A confusão com sintomas de outras doenças citado por Dr. Ricardo também agravam a condição do câncer de útero. Uma das formas que os médicos seguem alertando os pacientes é em relação à periodicidade e a combinação dos sintomas. A paciente deve procurar ajuda médica quando sentir um ou mais sintomas descritos por um período maior do que três semanas: cansaço, sangramento vaginal, o aumento do volume abdominal, inchaço contínuo, dificuldade de comer, dor abdominal ou pélvica, necessidade urgente e freqüente de urinar. 
Formas de prevenção
Embora o câncer de ovário seja difícil de ser prevenido, existem comportamentos que podem retardar a doença. O uso da pílula anticoncepcional por, no mínimo, 5 anos, pode reduzir o risco de câncer de ovário entre 30% e 60%, assim como ter gestações e amamentar. Mas de acordo com Dr. Ricardo, a oncogenética tem se mostrado muito eficiente para o combate da doença: “Uma grande parcela destes casos são geneticamente prevenidos, por isto, se houver casos na família de câncer de mama ou ovário, a paciente deve procurar fazer uma avaliação genética. Se a paciente tiver a propensão para este câncer, medidas preventivas poderão ser tomadas, como a retirada cirurgicamente dos ovários e das trompas de Falópio”. A retirada destes órgãos implica na impossibilidade de gravidez, mas pode reduzir o risco da doença entre 40% e 70%. Se a paciente realizar esta cirurgia na fase pós-menopausa, o risco do câncer de ovário e de outros tipos de câncer relacionados são reduzidos entre 85% e 90%. 
Fatores de risco
Uma informação equivocada muito comum entre a população a respeito do câncer de ovário, é que o exame de Papanicolaou (usado para a detecção do câncer de colo-de-útero) serve para a prevenção deste tipo de câncer. Isso não é verdade: ele detecta apenas as alterações pré-cancerosas nas células do colo do útero.
O maior fator de risco para mulheres é a própria idade, mas é interessante sempre conversar com o médico para saber qual é o seu risco pessoal. Saber do antecedente familiar com pessoas com câncer de mama ou de ovário, é importante, pois 14% dos casos deste tipo de câncer esta ligado ao fator genético. Uma mulher diagnosticada com câncer de ovário também deve procurar aconselhamento genético para saber. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

26 de abril: Dia Mundial de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (Pressão Alta)

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O que é hipertensão arterial?

A hipertensão arterial (pressão alta) é das doenças de maior prevalência na população. No Brasil, cerca de 30% da população têm hipertensão arterial. Destes, 50% têm consciência de sua condição de saúde, mas apenas 25% destes aderem ao tratamento. Embora o problema ocorra predominantemente na fase adulta, o número de crianças e adolescentes hipertensos vem aumentando a cada dia.
A pressão alta caracteriza-se pela presença de níveis de pressão arterial elevados associados a alterações no metabolismo do organismo, nos hormônios e nas musculaturas cardíaca e vascular. Ela é considerada um dos principais fatores de risco para outras doenças e, no Brasil, é responsável por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. É uma condição de causas multifatoriais que deve receber a atenção e o cuidado de todos.

Quais são as causas?

Em 95% dos casos, a causa da hipertensão arterial (HA) é desconhecida, sendo chamada de HA primária ou essencial. Nesses pacientes, ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais e a herança genética pode contribuir para o aparecimento da doença em 70% dos casos.
Nos demais, ocorre a HA secundária, ou seja, quando uma determinada causa predomina sobre as demais, embora outras possam estar presentes. É o caso da:
•HA por doença do parênquima renal
•HA renovascular: provocada por algum problema nas artérias renais. O rim afetado produz substâncias que elevam a pressão arterial
•HA por aldosteronismo primário
•HA relacionada à gestação
•HA relacionada ao uso de medicamentos; como corticosteroides, anticoncepcionais ou anti-inflamatórios
•HA relacionada ao feocromocitoma: tumor que produz substâncias vasoconstritoras que aumentam a pressão arterial, produzem taquicardia, cefaleia e sudorese
•HA relacionada a outras causas

Quem está em risco para desenvolver esta condição?

Pessoas com história familiar de hipertensão podem apresentar maior risco para a doença. Pesquise se em sua família existem pessoas hipertensas. Caso faça parte deste grupo, procure orientação sobre como começar a prevenir a hipertensão. Agende uma consulta com um cardiologista ou um nefrologista.
Níveis elevados de pressão arterial são facilitados pela elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio, alta ingestão calórica e excessivo consumo de álcool. Os dois últimos fatores de risco são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados à elevação da pressão arterial. O papel do teor de cálcio, magnésio e proteína da dieta na prevenção da pressão arterial ainda não está definido.
Os brasileiros consomem o dobro de sódio recomendado. Se consumissem o que é ideal para a saúde, poderiam ajudar a reduzir cerca de 10% das mortes por infarto agudo do miocárdio e 15% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os adultos deveriam consumir menos de dois gramas de sódio ou menos de cinco gramas de sal, o que equivale a menos de uma colher de chá rasa de sal ou cinco pacotinhos daqueles servidos em restaurantes, já que cada um contém um grama. O aumento do consumo de potássio também é imprescindível: pelo menos 3,51 gramas por dia.
O estresse psicológico e o sedentarismo ainda aguardam provas mais definitivas de participação como fatores de risco, embora existam evidências de que sua modificação pode ser benéfica no tratamento da hipertensão arterial.
O aumento do risco cardiovascular ocorre também pela agregação de outros fatores, como tabagismo e dislipidemias – alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, intolerância à glicose e diabetes mellitus.

O que sente o portador desta condição?

Como quem tem pressão alta muitas vezes não sente nada (por isso a hipertensão arterial é conhecida como uma “doença silenciosa”), essas pessoas não se tratam e terão as consequências dessa falta de tratamento no decorrer de suas vidas. Alguns dos sintomas que podem indicar a pressão alta são dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e falta de ar.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela aferição (medida) cuidadosa da pressão arterial em mais de uma oportunidade. As medidas devem ser obtidas em ambos os membros superiores e, em caso de diferença, utiliza-se sempre o braço com o maior valor de pressão para as medidas posteriores.
A posição recomendada para a medida da pressão arterial é a sentada. A medida nas posições ortostática e supina deve ser feita pelo menos na primeira avaliação em todos os indivíduos e em todas as avaliações em idosos, diabéticos, portadores de disautonomias, alcoolistas e/ou em uso de medicação anti-hipertensiva.
As medidas devem ser realizadas por profissionais experientes e usando um equipamento devidamente calibrado.

Quais as opções de tratamento disponíveis?

Existem dois tipos de tratamento para os hipertensos: não-medicamentoso e medicamentoso.
Um estilo de vida saudável é fundamental para controlar fatores ambientais que influenciam negativamente a pressão arterial. Uma alimentação rica em frutas, verduras e vegetais, evitar a ingestão excessiva de sal, combater o sedentarismo e a obesidade, evitar o álcool e o cigarro colaboram para a redução da pressão arterial e para a diminuição do risco cardiovascular.
Quando essas medidas não são suficientes para controlar a pressão arterial, o médico pode optar por introduzir medicações hipotensoras com o objetivo de reduzir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares. O tratamento medicamentoso deve estar sempre associado ao tratamento não-medicamentoso citado acima.
Existem vários medicamentos usados para controlar a hipertensão, como diuréticos, inibidores da ECA, bloqueadores do receptor AT1 e bloqueadores dos canais de cálcio. Às vezes, é necessário que o médico oriente uma associação de anti-hipertensivos.
O objetivo é reduzir a pressão arterial para valores inferiores a 140 mmHg de pressão sistólica e 90 mmHg de pressão diastólica, respeitando-se as características individuais, a presença de outras doenças e a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são as complicações da doença?

O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos às artérias. Elas tornam-se mais espessadas e estreitadas, podem começar a ter placas de gordura aderidas a sua superfície, dificultando o fluxo sanguíneo. As artérias vão perdendo sua elasticidade, podendo entupir ou romper.
Essas complicações da hipertensão atingem mais frequentemente o coração, cérebro, rins, olhos e artérias periféricas. Podendo levar ao infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral, insuficiência renal, problemas oculares como diminuição da visão e alterações na retina ou problemas circulatórios.