quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cursos para capacitar agentes de saúde em microcefalia começam até fevereiro

O governo adota a partir deste mês duas medidas para aumentar o número de médicos e profissionais de saúde treinados para tratar pacientes com microcefalia relacionada ao vírus zika. Diante da explosão do número de casos da má-formação registrados a partir de setembro e da consequente necessidade de ampliação de serviços capazes de dar uma assistência adequada às crianças, o Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (12), uma portaria que institui Centros Colaboradores para qualificação de profissionais, uma espécie de rede de capacitação. Módulos de cursos a distância também serão lançados.
"Centros colaboradores prestarão um serviço voluntário, não vão receber para isso", explicou o secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Heider Pinto. Universidades, hospitais de ensino e centros credenciados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) poderão informar qual tipo de capacitação podem realizar e para quantos alunos.
— Todas instituições interessadas, desde que preencham as condições básicas, poderão ser incluídas no cadastro. Secretarias de saúde, por sua vez, vão informar quantos profissionais precisariam receber orientações. Feito isso, vamos organizar o fluxo dos treinamentos.
Serviços e instituições que aderirem à iniciativa deverão adotar os protocolos do Ministério da Saúde como referência nos processos de qualificação.
— Serão várias áreas. Desde diagnóstico precoce até estímulo da criança, capacitação para realizar testes de audição, acompanhamento específico de fonoaudiologia.
A rede de capacitação também deve ter uma preocupação com coleta de dados e desenvolvimento de pesquisas. Embora o cadastramento seja automático — não há necessidade de visita prévia ou de apresentação de um trabalho detalhado sobre as aulas que serão ofertadas —, o ministério garante que acompanhará a qualidade do trabalho.
— Se recebermos críticas sobre cursos, vamos tomar providências.
Pinto acredita que instituições estão dispostas a integrar a rede de capacitação, mesmo não havendo previsão de repasses de recursos.
— A ideia do cadastro foi muito bem recebida. Todos estão cientes da dimensão do problema e da necessidade de mobilização.
A expectativa é que as aulas comecem até fevereiro. Além dos cursos presenciais, o Ministério da Saúde se prepara para lançar módulos de cursos a distância voltados para agentes de saúde e para integrantes do Programa de Saúde da Família, também para capacitar profissionais no cuidado a crianças com microcefalia. Heider Pinto estima que os cursos serão lançados ainda este mês.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

10 fatos sobre o lúpus que todo mundo precisa saber


Bastante gente já ouviu falar sobre lúpus, mas poucas pessoas conhecem de fato a doença. Prova disso é que existem muitos mitos e dúvidas em torno do assunto. Por exemplo, esta é uma doença que acomete somente as mulheres? É contagiosa? Quais sintomas apresenta? Tem cura? Todas essas e outras questões serão esclarecidas abaixo.

O que é lúpus?

Evandro Mendes Klumb, coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro, destaca que lúpus eritematoso sistêmico (LES), ou simplesmente lúpus, é uma doença inflamatória, autoimune e crônica.
Abaixo você conhece melhor os principais fatos sobre esta doença:

1. A principal característica da doença é a intermitência (intercalação) de suas manifestações clínicas.

Klumb explica que a pessoa com lúpus tem, habitualmente, fases nas quais apresenta sintomas, chamados pelos médicos de “períodos de atividade” e, outros momentos, nos quais fica sem manifestações da doença, chamado de período de “remissão”.
Exatamente por isso, “ainda que a pessoa não apresente sintoma algum, não é possível afirmar que a doença esteja ‘curada’, pois as alterações imunológicas continuam presentes e podem determinar o retorno dos sintomas outra vez”, destaca o médico.
“É necessário manter o controle médico de forma contínua com o uso de um ou mais medicamentos, para a maioria das pessoas portadoras de lúpus, que ajudam a manter a doença sob controle”, acrescenta o especialista.

2. Lúpus é uma doença inflamatória e autoimune.

Evandro Klumb esclarece que o lúpus pode apresentar sintomas em vários órgãos, sendo esses decorrentes de uma inflamação, ocasionada por um desequilíbrio no sistema imunológico da pessoa, fazendo com que ela produza uma quantidade aumentada de anticorpos.
“São exatamente esses anticorpos que têm a capacidade de reagir contra proteínas do nosso próprio organismo, que estabelecem o conceito de doença autoimune”, explica o especialista da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

3. Lúpus depende de herança genética mas está relacionado a fatores ambientais.

Vale ressaltar que o sistema imune é desenhado para proteger o corpo humano de bactérias, vírus e outros patógenos. No caso das doenças autoimunes, de forma geral, ele identifica partes do próprio corpo como patógenos e as ataca.
Mas não é possível definir uma única causa para este “engano” inicial no sistema imune. Acredita-se na combinação de tendências genéticas com fatores ambientais – entre eles, não só a irradiação ultravioleta, mas também o tabaco, conforme destaca o especialista Klumb.

4. Existem dois tipos de lúpus: sistêmico e cutâneo.

Evandro Klumb destaca que existem dois tipos de lúpus: um é o sistêmico, característico por apresentar sintomas em vários órgãos, como pele, pulmões, coração, rins, além de articulações e outros, podendo ter um curso grave ou não. “Nesta forma sistêmica, também são comuns sintomas gerais com cansaço, desânimo, anemia, febre baixa e emagrecimento”, destaca.
O segundo tipo, ainda de acordo com o médico, é uma doença que só apresenta sintomas na pele, ou seja, não há qualquer manifestação nos outros órgãos e é denominado lúpus cutâneo.

5. O lúpus pode apresentar sintomas bastante variados.

Evandro Klumb reforça que o lúpus eritematoso sistêmico (LES) desencadeia sintomas que podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão.
O reumatologista destaca que, nas fases iniciais do LES, principalmente, os sintomas que mais incomodam são:
  • Desânimo;
  • Cansaço;
  • Perda de apetite.
Ainda de acordo com Klumb, a maioria das pessoas com LES também pode apresentar, em algum momento:
  • Dor nas juntas, às vezes também com inchaço (artrite).
Além disso, de forma geral, conforme destaca o reumatologista Klumb, pelo menos 50% dos portadores de lúpus terá, em algum momento da doença:
  • Inflamação na pleura (membrana que recobre os pulmões) ou no pericárdio (membrana que recobre o coração);
  • Inflamação nos rins, que não determina dor, necessariamente, mas sim a perda de proteínas na urina, inchaço nas pernas e no rosto, hipertensão arterial e, nos casos mais graves, insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.
Já no caso do lúpus cutâneo, os sintomas ocorrem somente na pele. Pode ocorrer, de forma geral:
  • Hipersensibilidade à luz (vermelhidão/ inflamação da pele nas partes expostas à luz, como rosto e colo);
  • Manchas;
  • Perda de cabelo.
O especialista Klumb ressalta que qualquer órgão ou tecido pode ser envolvido pela inflamação que ocorre no lúpus, mas alguns são particularmente preocupantes. “Na pele do rosto, por exemplo, a pessoa pode ficar com marcas e, por isso, estigmatizada, o que determina diminuição da autoestima, principalmente para as mulheres”, diz.

6. O lúpus é mais prevalente entre as mulheres do que entre os homens.

Evandro Klumb explica que a doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas, principalmente, na faixa etária entre 20 e 45 anos.
Ainda de acordo com o médico, estima-se que 120 mil a 250 mil pessoas tenham Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) no Brasil. “1 a cada 1.000 mulheres, no Brasil, são portadoras de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). No Rio de Janeiro, estima-se que a doença afeta entre 8 a 14 mil pessoas. Em São Paulo, os especialistas estimam a existência de 12 a 18 mil portadoras de LES”, acrescenta Klumb.

7. O tratamento do lúpus varia de acordo com a gravidade da doença.

O diagnóstico do LES é feito pelo médico reumatologista que reconhece os sintomas característicos da doença, com associação a exames que incluem hemograma, avaliação dos rins e pesquisa dos distúrbios imunológicos próprios da doença.
O tratamento do portador de lúpus, de acordo com Evandro Klumb, depende do tipo de manifestação apresentada e deve ser individualizado. “O objetivo é reequilibrar o sistema imunológico, além de controlar dor e inflamação. E o tratamento começa pela conscientização do paciente”, explica.
A intensidade com que se busca esse reequilíbrio (do sistema imunológico) e a quantidade de medicamentos necessários para esse controle, depende fundamentalmente da gravidade e extensão da doença, de acordo com o médico:
Casos iniciais e mais leves: pode-se usar apenas a cloroquina ou hidroxicloroquina (que são imunomoduladores) e analgésicos.
Casos mais avançados ou mais graves: pode-se fazer necessário o emprego de corticosteroides (cortisona), imunossupressores e, mais modernamente, também alguns medicamentos denominados de agentes biológicos como terapia ‘míssel’ ou terapia ‘alvo’.
O especialista acrescenta que algumas medidas são fundamentais para o reequilíbrio imunológico do portador de lúpus:
  • Medidas de proteção contra a claridade ou irradiação solar (com o uso de fotoprotetores),
  • Suspensão do tabagismo,
  • Afastamento de condições de estresse,
  • Alimentação balanceada,
  • Repouso adequado,
  • Atividade física regular.

8. Ainda não é possível falar em cura do lúpus, mas em controle da doença.

Na atualidade, ainda não é possível falar em cura do lúpus, mas em controle da doença, destaca Klumb. “Existem inúmeras pessoas com LES que usam apenas cloroquina (medicamento) e medidas gerais com um bom controle da doença”, diz.
No entanto, ressalta o médico, a maioria irá precisar de um acompanhamento regular, a cada três ou seis meses, com um reumatologista. “Pois, em caso de uma reativação dos sintomas da doença, esses devem ser controlados logo no início, permitindo que a pessoa rapidamente reequilibre o seu sistema imunológico e recupere sua saúde”, explica.

9. A maioria das pessoas com lúpus levam uma vida normal.

“Hoje, podemos afirmar que a maioria das pessoas com lúpus leva uma vida relativamente normal, ainda que essa normalidade seja flutuante e dependa de um acompanhamento regular com o reumatologista”, comenta o especialista Klumb.

10. Lúpus não é uma doença contagiosa e nem hereditária.

Embora muita gente tenha dúvidas sobre isso, é mito dizer que o lúpus é uma doença contagiosa. Ela é uma doença inflamatória, autoimune e crônica.
No que diz respeito à hereditariedade, este é outro mito. Especialistas acreditam na predisposição genética, mas não na hereditariedade – ou seja, não é porque a mãe de uma pessoa tem a doença, por exemplo, que ela também terá.
Outro mito é dizer que a paciente com lúpus nunca poderá ter filhos. Embora a gravidez não seja indicada enquanto a doença estiver em atividade, a mulher poderá, sim, engravidar, desde que com planejamento e autorização do médico.
Por fim, vale destacar que é consenso entre os especialistas da Sociedade Brasileira de Reumatologia(SBR) que cada vez mais surgem novos conhecimentos acerca dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Com isso, surgem também novos medicamentos, com mais eficácia e menos efeitos adversos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mês de Janeiro é o mês do controle Câncer de Colo de Útero


Existem dois tipos principais de câncer do colo de útero, o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. Cerca de 80% a 90% dos cânceres cervicais são carcinomas de células escamosas. 

Durante as 3 últimas décadas os adenocarcinomas cervicais estão se tornando cada vez mais comuns. Esse tipo de câncer de colo do útero se desenvolve a partir das células glandulares produtoras de muco do endocervice. Com menos frequência estão os cânceres do colo do útero que têm características comuns aos carcinomas de células escamosas e aos adenocarcinomas, são os denominados carcinomas adenoescamosos ou carcinomas mistos.

As células normais do colo do útero podem gradualmente desenvolver mudanças pré-cancerosas que se transformam em câncer. Essas mudanças pré-cancerosas podem ser denominadas neoplasia intraepitelial cervical, lesão intraepitelial escamosa e displasia. Estas alterações podem ser detectadas por exames anuais de prevenção (Papanicolaou).

Embora quase todos os cânceres cervicais sejam ou carcinomas de células escamosas ou adenocarcinomas, outros tipos de câncer também pode se desenvolver no útero. Por exemplo,  melanoma, sarcoma, e linfoma, que ocorrem mais frequentemente em outras partes do corpo.

Causas do Câncer de Colo do Útero


Nos últimos anos, os pesquisadores identificaram vários fatores de risco que aumentam as chances de uma mulher ter câncer de colo do útero. 

O desenvolvimento de células humanas normais depende principalmente da informação contida nos cromossomos das células. Os cromossomos são longas sequencias de DNA que é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todas as células. Normalmente, as pessoas se parecem com seus pais, porque eles são a fonte de seu DNA. Entretanto, o DNA também pode influenciar o risco de desenvolver certas doenças, como alguns tipos de câncer.

Alguns genes contêm instruções para controlar o crescimento e divisão das células. Os genes que promovem a divisão celular são chamados oncogenes. Os genes que retardam a divisão celular ou levam as células a morte no momento certo são chamadas de genes supressores de tumor. Os cânceres podem ser causados ​​por alterações do DNA que se transformam em oncogenes ou desativam os genes supressores de tumor.

O HPV faz com que se produzam as proteínas E6 e E7 que desligam alguns genes supressores de tumores. Isso pode permitir que as células de revestimento do colo do útero cresçam muito e apareçam alterações nos genes adicionais, que em alguns casos, levam ao desenvolvimento do câncer. 

Mas, o  HPV não explica completamente o que causa o câncer de colo do útero. A maioria das mulheres com HPV não têm câncer de colo do útero, e alguns outros fatores de risco, como tabagismo e infecção pelo HIV, tornam as mulheres expostas ao HPV mais propensas ao aparecimento do câncer de colo do útero.

Sinais e Sintomas do Câncer do Colo do Útero


Mulheres com lesões pré-cancerosas ou com câncer de colo do útero em estágio inicial geralmente não apresentam sintomas. Os sintomas muitas vezes não começam até que a doença se torne invasiva e acometa tecidos próximos. Quando isso acontece os sintomas mais comuns são:

  • Sangramento vaginal anormal.
  • Sangramento menstrual mais longo que o habitual
  • Secreção vaginal incomum, com um pouco de sangue.
  • Sangramento após a menopausa.
  • Sangramento após a relação sexual.
  • Dor durante a relação sexual.

Estes sinais e sintomas também podem ser causados por outras condições além do câncer de colo do útero, por exemplo, uma infecção que pode causar dor ou sangramento. Ainda assim, se algum destes sinais ou outros sintomas suspeitos surgirem você deve consultar um ginecologista imediatamente, para que a causa seja identificada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Recomenda-se realizar exames de Papanicolaou e pélvicos regularmente a partir do início da atividade sexual.

Principais Dados Estatísticos sobre o Câncer de Colo do Útero


O câncer de colo do útero é um importante problema de saúde pública, segundo as últimas estimativas mundiais para o ano de 2012, o câncer de colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com 527 mil casos novos. Sua incidência é maior em países menos desenvolvidos quando comparada aos países mais desenvolvidos. Em geral, começa a partir de 30 anos, aumentando seu risco rapidamente até atingir o pico etário entre 50 e 60 anos. Esse câncer foi responsável pelo óbito de 265 mil mulheres em 2012, sendo que 87% desses óbitos ocorreram em países em desenvolvimento. 

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima para 2014 e 2015, que  sejam diagnosticados 15.590
novos casos de câncer de colo do útero no Brasil. O câncer de colo do útero é o mais incidente na região Norte (23,57/ 100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22,19/ 100 mil) e Nordeste (18,79/ 100 mil), é o segundo mais frequente. Na região Sudeste (10,15/100 mil), o quarto e, na região Sul (15,87 /100 mil), o quinto mais frequente, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

O tipo histológico mais comum do câncer de colo do útero é o carcinoma de células escamosas, representando cerca de 85% a 90% dos casos, seguido pelo tipo adenocarcinoma. O principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões intraepiteliais de alto grau (precursoras do câncer de colo do útero) e do câncer de colo do útero é a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV). Contudo, essa infecção, por si só, não representa uma causa suficiente para o surgimento do câncer de colo do útero, faz-se necessária sua persistência.

Perguntas para o Médico sobre o Câncer do Colo de Útero


O diagnóstico do câncer cria muitas dúvidas e inseguranças por isso é importante perguntar todas suas dúvidas o seu médico. 

Algumas sugestões de perguntas a serem feitas ao médico:

  • Com que frequência devo fazer um teste de Papanicolaou?
  • Qual é o meu diagnóstico? O que isso significa?
  • Qual o meu tipo de câncer de colo do útero?
  • Você pode me explicar o laudo do exame de patologia?
  • O câncer se espalhou para além do colo do útero?
  • Qual o estágio da doença? O que isso significa?
  • Quais são minhas opções de tratamento?
  • Qual o tratamento que você recomenda? Por quê?
  • Como é que este tratamento pode afetar a minha vida diária? Será que vou ser capaz de trabalhar, exercer e realizar minhas atividades habituais?
  • Devo parar de ter relações sexuais durante o tratamento?
  • Será que eu serei capaz de retomar a minha vida sexual após o tratamento?
  • Quais os riscos ou efeitos colaterais para o tratamento sugerido?
  • Poderei ter filhos após o tratamento?
  • Quais são minhas opções de tratamento se eu quiser ter filhos no futuro?
  • Quais são as chances da doença recidivar com os programas de tratamento que discutimos?
  • Devo seguir uma dieta especial?
  • Qual o meu prognóstico?
  • O que eu digo aos meus filhos, marido, pais e outros membros da família?
  • Quais exames de acompanhamento devem ser realizados? Qual a frequência desses exames?
  • Devo receber a vacina contra o HPV?

É muito importante perguntar e esclarecer todas suas dúvidas, a informação é um direito seu!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

PREVENÇÃO - CUIDE DOS SEUS OSSOS!!!


Além de proteger os órgãos internos do ser humano, os ossos são vitais para o movimento, o sustento e o funcionamento de todo o corpo. Os ossos e as partes moles (tecidos que ficam entre a pele e os órgãos internos, como músculos e gordura) representam cerca de 65% do peso corpóreo e, devido à sua importância, merecem atenção e cuidados.

Apesar de serem relativamente raros, tumores benignos e malignospodem acometer os ossos de forma primária, ou seja, quando seu desenvolvimento começa no próprio osso, ou secundária, quando é uma metástase de um tumor que se iniciou em outro órgão ou por transformação tumoral de outra lesão preexistente.

No geral, o câncer ósseo primário não está relacionado a um agente causador externo. Sabe-se que alguns tipos são mais frequentes em crianças e adolescentes (por exemplo, o osteossarcoma e o tumor de Ewing), alguns são mais frequentes em adultos jovens (como o tumor de células gigantes) e outros em adultos e idosos (como o condrossarcoma, o mieloma múltiplo e as metástases).

A dor persistente e/ou o aumento de volume (nódulo, caroço, inchaço) são os sinais e sintomas mais comuns nos tumores ósseos e indicam que o paciente deve procurar um médico para avaliação. Muitas pessoas consultam um especialista devido a um trauma, causado por uma pancada, por exemplo. Entretanto, não há comprovação de que um trauma está relacionado com o desenvolvimento de um tumor. "Geralmente o que acontece é que esse trauma leva a pessoa a prestar atenção ao local e acaba descobrindo um tumor", comenta Dra. Suely Akiko Nakagawa, Chefe do Núcleo de Ortopedia do A.C.Camargo Cancer Center.

O primeiro exame realizado para diagnosticar um tumor ósseo é o raio-x, caracterizado geralmente pela presença de uma mancha. A especialista explica que apesar de ser um exame simples, muitas informações podem ser obtidas por meio da imagem. "A presença de uma mancha no osso, identificada em um exame de imagem, nem sempre é sinônimo de câncer. Muitas vezes é apenas uma alteração na formação do osso", esclarece. Baseando-se no histórico de cada paciente, no exame clínico e nas características e aspectos da mancha óssea existente nesses exames, o médico pode inferir a sua agressividade e avaliar a necessidade de outros exames complementares, como a ressonância magnética, tomografia computadorizada, cintilografia óssea ou biópsia.

Uma vez diagnosticado o tumor, a conduta terapêutica a ser adotada dependerá também do resultado da avaliação feita anteriormente, podendo envolver quimioterapia, radioterapia, cirurgia ou a combinação dessas modalidades. Quando a cirurgia for indicada, a reconstrução do osso pode ser realizada com enxertos (retirados do paciente, sintéticos, ossos congelados/transplantados), cimentos ósseos, placas/parafusos/hastes ou endopróteses.

"Os objetivos que procuramos alcançar com o tratamento são a cura, a prevenção ou o tratamento de uma fratura, a melhora da dor, a recuperação da mobilidade, o retorno às atividades e a melhoria da qualidade de vida do paciente", completa Dra. Suely.

Por ter os fatores de riscos pouco determinados, é essencial consultar um especialista em caso de dúvidas. O diagnóstico precoce melhora o prognóstico e aumenta as chances de sucesso no tratamento.

Nessas férias cuide também da saúde dos seus ossos! Conheça os tipos de tumores ósseos malignos e benignos, suas características, diagnósticos e tratamentos para cada um deles.

Dra. Suely Akiko Nakagawa - CRM 82918

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cidade de SP registra 4 bebês com suspeita de microcefalia

06/01/2016
A capital paulista registrou quatro casos suspeitos de microcefalia relacionados com o zika vírus, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde fechado no dia 4. De acordo com a pasta, há seis casos suspeitos em investigação, que estão sendo reavaliados por causa da mudança de critério de definição de casos de microcefalia adotada pelo governo federal -- o perímetro cefálico do bebê considerado portador da má-formação foi reduzido de 33 para 32 centímetros no mês passado.
Outros 33 casos de microcefalia que estavam sendo investigados no município foram descartados por não se enquadrarem nos padrões da má-formação. No balanço do Ministério da Saúde, há registro de seis casos de microcefalia no Estado de São Paulo em seis cidades diferentes.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, há oito casos em investigação. Eles foram registrados em Campinas, Guarulhos, Mogi-Guaçu, São Paulo, Santo André, Sumaré e Ribeirão Preto. Nesta última cidade, foram dois registros. Na capital e em Santo André, os casos foram importados. Nos demais municípios, a pasta considera os casos como autóctones.

No país

Dados do boletim divulgado na terça-feira (5) pelo Ministério da Saúde mostram que o maior número de casos de microcefalia continua a ser apresentado porPernambuco: 1.185, o equivalente a 37,33% do total.
Em seguida, estão Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169),Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio (118). Nesta semana, um caso suspeito de microcefalia foi identificado no Amazonas, o primeiro desde que o acompanhamento começou a ser feito por autoridades sanitárias.
Diante do aumento de casos de microcefalia, o governo federal formou uma força-tarefa, integrada por 19 ministérios, para combater o vetor, o Aedes aegypti. Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de larvicida para os Estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o país. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016


Veja 10 benefícios em beber água na quantidade certa

Beber dois litros de água por dia faz bem à saúde e à beleza. A água regula as funções do organismo, hidrata pele e cabelos, evita cáculos renais e controla a saciedade, entre outros benefícios.
— Beber diariamente a quantidade ideal é vital para a saúde — afirma o nutricionista Gabriel Cairo Nunes, que listou 10 vantagens em beber água.
Confira:
:::: Poderosa arma contra a celuliteAjuda o organismo a eliminar as impurezas, além de facilitar a evacuação e melhorar a circulação sanguínea. O resultado disso evita o aparecimento da celulite.
:::: Disfarça as rugasQuando a pele está hidratada, as rugas se tornam menos perceptíveis e a pele fica mais firme.
:::: Fonte rica de belezaControla os níveis nutricionais sanguíneos e favorece a absorção dos nutrientes necessários ao equilíbrio celular.
:::: Unhas e cabelos hidratados É possível notar se o corpo está hidratado avaliando as características do cabelo e das unhas.
— A pele é a primeira a sofrer, pois a desidratação provoca diminuição do tônus, textura e elasticidade — ressalta o nutricionista.
:::: Livre-se dos inchaços Quando o corpo está hidratado, o volume de sangue aumenta e melhora a circulação. Beber água ao longo do dia evita que o organismo retenha sódio, responsável pelos inchaços.
:::: Equilíbrio corporal O consumo adequado contribui para a absorção dos nutrientes necessários ao equilíbrio da pele. Além disso, a água estimula o intestino que elimina toxinas impedindo que o seu acúmulo seja refletido na pele.
:::: Rejuvenesce É uma forte aliada dos cremes hidratantes, pois ambos trabalham juntos para deixar a pele mais bonita e saudável. Os cremes conseguem atingir a camada superficial da derme, enquanto a água é capaz de hidratar as camadas mais profundas da derme.
:::: Contra o envelhecimento As fibras de colágeno, responsáveis pela sustentação da pele, dependem da água para a sua renovação e seu bom funcionamento.
:::: Ajuda a emagrecerBeber água antes e entre as refeições ajuda a aumentar a sensação de saciedade. Além disso, auxilia no processo de digestão e melhora a prisão de ventre.
:::: Essencial para manter a boa aparênciaInterfere na manutenção celular e dos órgãos, no bom funcionamento do sistema imunológico e no equilíbrio hormonal.

Para saber se a pele está ou não hidratada, veja a dica de Gabriel Nunes:
— Levante uma das maçãs do rosto com um dedo e observe se na parte superior há algum sinal de estrias. Se perceber estrias na região, com certeza a pele está precisando de cremes hidratantes e você deve elevar o consumo de água — explica.
Para manter a pele hidratada e saudável, o nutricionista recomenda as seguintes medidas: 
:::: Beba dois litros de água por dia.
:::: Evite exposição solar prolongada.
:::: Cuide da alimentação, mantendo-a rica em nutrientes.
:::: Use cosméticos específicos para cuidar da pele.